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Eleições prometem: ainda não vimos nada!

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PORTEIRA ABERTA: Foi só abrir a janela partidária e temos sinais de que muita coisa vai acontecer no cenário estadual. Aliás, o encontro do Flavio Bolsonaro e Valdemar C. Neto com Riedel e Reinaldo em Brasília, lembra o criticado episódio de 2024, com o candidato Beto Pereira avistando-se com Bolsonaro e Valdemar em busca de apoio.

PROJETO: No encontro de 2024 Valdemar disse que entre a candidata do PP da senadora Tereza Cristina – Bolsonaro decidira caminhar com Riedel. Valdemar revelou que após as eleições, formaria um único partido da direita no Estado com as participações de Riedel e Reinaldo. Mas com a derrota, o sonho derreteu.

ÁGUA ABAIXO:  No lugar de sanar as arestas, aumentaram as rusgas entre o pessoal  ‘direita raiz’ e o grupo do governador e de Reinaldo. Aliás, as votações de Pollon para deputado federal (103.111 votos), de João H. Catan para deputado estadual (25.914 votos) e de Rodolfo Nogueira para a Câmara Federal (41.73 votos) fomentam esse desejo por autonomia política. 

PREOCUPADO: Por mais que tente, o experiente Azambuja sabe o que  o espera ao longo dos próximos meses. Suas dúvidas são as mesmas que a opinião pública cultiva. Esse episódio do bilhete, a divisão no ‘Grupo Bolsonaro’, as declarações contraditórias de lideranças bolsonaristas formam um caldo de nitroglicerina. Traições a vista. 

MICHELLE: Todos sabem das divergências entre a ex-primeira dama e os filhos ‘instáveis’ do ex-presidente Bolsonaro. Primeiro é o ciúme pelo poder de influência dela nas decisões do marido – segundo – a inveja – pelo espaço que ela tem conseguido no campo da política nacional e notadamente no prestigio através do PL Mulher.

GUERRA:  Michelle tem seu próprio projeto político. O caminho seria disputar o Senado pelo Distrito Federal. Mas de vez em quando solta pitacos sobre a situação  de candidaturas em alguns estados. Com isso gera desconforto nas lideranças regionais do PL. A manifestação apoiando a candidatura de Pollon ao Senado foi um desastre.  

QUEM MANDA?  Fatos desgastantes envolvendo membros da Família Bolsonaro e as declarações incríveis de Valdemar Costa Neto tem provocado espanto na classe política principalmente. Com esse quadro confuso no partido, pode haver problemas mais sérios que comprometam o projeto de governar o pais. Muito amadorismo.

NA ARQUIBANCADA: Percebe-se que o pessoal do PT local está adorando esse clima que paira no recanto adversário. Na Assembleia, os deputados petistas tem ironizado esse episódio e Zeca faz questão de frisar que o Governo do MS governa só para os fazendeiros. Enfim, o clima eleitoral chegou pra valer naquela Casa de Leis. 

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RADICALIZAÇÃO: É notória a postura hostil ao Governo pelo deputado Catan na Assembleia Legislativa – diferente de seu colega de PL coronel David – discreto nas manifestações. Catar caminha para viabilizar seu projeto pessoal. Sua saída do PL sinaliza isso: disputar o governo agora e a prefeitura da capital depois. Quem viver verá! 

PRECAVIDOS:  Pesquisas emitem sinais de alerta para alguns e animam os políticos  da direita radical.  Bem nas pesquisas, o ex-deputado capitão Contar tem assumido a postura de candidato ao Senado com as bênçãos de Brasília. Mas não há unidade neste grupo da direita e como sempre, a vaidade pessoal e a sede de poder atrapalham.

DÚVIDAS: Ingressando no partido NOVO, como se comportarão esses políticos ‘rebeldes’? Estarão efetivamente unidos? Qual tipo de novas lideranças conseguirão atrair para esse grupo ou partido, visando formar chapa competitiva? Vale lembrar da obrigatoriedade da proporção de 30% de candidaturas femininas e o quociente eleitoral entre 55 mil a 60 mil votos.  

BATALHA: Se naquelas eleições vencidas por Riedel o número de candidatos a deputado estadual chegou a 368, no pleito deste ano, em função de vários fatores e mudanças na legislação, a previsão é que tenhamos apenas 250. Muito ou pouco?  Muitos destes ‘sonhadores’ passarão despercebidos do eleitorado. 

A ESPERA: A provável participação de Marquinhos Trad nestas eleições como candidato, abriria as portas para a ascensão política do contador Salah Hassan – primeiro suplente do PDT a vereança e que obteve por volta de 2.400 votos. Nesta fase de especulações de toda ordem, Hassan cuida de sua vida profissional. É ‘ brimo.’

 E NA VIDA REAL? “É preciso reconhecer que o eleitor enfrenta uma dificuldade real ao tentar diagnosticar o caráter dos candidatos. No esforço pela conquista do voto, eles escondem suas fraquezas com perícia. Seus discursos são sempre altruístas, generosos, bem-intencionados. Na retórica, todos são estadistas, na prática, poucos resistem ao teste da vida real”. (Jorge Wilson S. Jacob) 

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É BEM ASSIM: Candidato a vereança na capital promoveu churrasco no distrito de Anhandui:  200 pessoas, duas duplas sertanejas, dois traseiros bovinos, 10 caixas de garrafas de cerveja, duas leitoas e 4 carneiros. Festão ! Na urna só um voto. Explicado: Dias após o evento, outros candidatos andaram distribuíndo notinhas de 100 reais. 

VERDADES:  “O Congresso Nacional transformou-se num enorme mercado. É uma instituição que não tem valor, tem preço.  Locuções relativamente novas no vocabulário político, como emenda parlamentar e fundo partidário escondem valores fabulosos de dinheiro público manejado por senadores e deputados, e destinos inconfessáveis. ” (Irapuan Costa Junior – ex-governador de Goiás)  

RESISTENTE: De olho na janela partidária, o deputado Dagoberto respira confiante em mais uma vitória. Aliás, derrota mesmo ele sofreu apenas ao Senado em 2010 com  60 mil votos a menos do que o candidato eleito (Moka).  Ele admite que mais uma vez a concorrência para as 8 vagas será ferrenha. Mas até aqui vai bem nas pesquisas. 

CATINGA: Não se trata de perseguição ou coisa que o valha, mas a advogada Viviane Barci, mulher do poderoso ministro Alexandre de Moraes (leia-se STF) está faturando R$128.571 todo santo dia, segundo contrato com o Banco Master, aquele. Apenas para lembrar o leitor amigo, o total a ser recebido é de R$ 129 milhões. 

PILULAS DIGITAIS:

A facada nas costas não dói, mas quando você se vira e descobre quem deu…aí sim.

A maneira mais rápida de acabar com a guerra é perde-la. (George Orwell)

A história é a soma de coisas que poderiam ser evitadas. (Konrad Adenauer)

Todo o homem tem seu preço, poucos, porém, têm valor. (Solda)

Passa pelo psicanalista e cumprimenta: “Olá, como vou?” (Millôr)

Quer acabar com alagamentos e enchentes? Não jogue lixo nas urnas. (Internet)

Ladrão julgado ladrão. 500 anos de corrupção. (internet)

Quanto mais corrupta a República, mais leis. (Rui Barbosa)

A corrupção do melhor é a pior. (Padre Antônio Vieira) 

A corrução oculta é igual a pública. A diferença é que na pública fede mais. (Machado de Assis).

Qual o futuro de um país no qual a lei é interpretada ao sabor de conveniências e grande parte da população já não acredita na Justiça? (Sérgio Rosenthal)

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OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA

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OPINIÃO:  Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.

DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)

CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.

QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.

É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.

‘CALMA’:  Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol.  A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.

NA LISTA:  Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja –  cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.

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GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.

‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.

APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.

APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.

APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.

ELES VEM AÍ:  O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?

‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos.  O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.

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EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.

ALERTA:  A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.

O RIO FEDE!  Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.

PILULAS DIGITAIS:

 “Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)

A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?

“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)

“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)

“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)

 “Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)

“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)

“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.

“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)

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