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Simone & Lula? Mochi admite deixar o MDB
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FICHA LIMPA: A lei contra os políticos que ‘avançaram o sinal’ ficará mais suave. Hoje, parlamentares federais, estaduais ou municipais que perdem o mandato ficam inelegíveis pelo resto do mandato e nos 8 anos seguintes. No futuro, a ilegibilidade contará da data da perda do mandato, reduzindo o prazo que o político estará impedido de concorrer.
OPINIÕES: Divididas, porque a sociedade civil se mobilizou pela ‘Lei da Ficha Limpa’ que detonou 5.000 candidaturas em 10 anos. Alguns casos da sua aplicação ficaram gravados na memória – como do ex-governador Garotinho, do ex-deputado Eduardo Cunha e do ex-senador Delcídio do Amaral. E você, aprova ou não?
PERA LÁ! Pelo perfil dos 513 deputados federais, vamos encontrar apenas a minoria realmente vocacionada para os desafios do cargo. A situação financeira do candidato não garante um mandato de qualidade. A tese vale inclusive para as eleições no Mato Grosso do Sul, onde alguns nomes já são ventilados para a Câmara Federal.
LEMBRANDO: Numa de suas passagens pela presidência da Assembleia Legislativa Londres Machado era cobrado para tentar a Câmara Federal. Ele sempre se esquivava argumentando: ‘ Em Brasília, é preciso que o parlamentar seja um especialista em determinada área, participando de comissões inclusive. Sou mais útil aqui. ”
PREOCUPA: O advento das federações partidárias preocupa os deputados estaduais. Cada qual com sua contabilidade nas projeções e de olho nos acertos com prefeitos, vereadores e as lideranças que rendem votos. Confira abaixo a relação dos deputados e respectiva votação em 2022.
ELEIÇÕES 2022: Mara Caseiro 49.512, Paulo Corrêa 49.184, Zeca do PT 47.193, Jamilson 43.435, Zé Teixeira 39.329, Lídio 32.412, Caravina 31.952, Coronel Davi 31.480, Kemp 27.969, Lucas 26.575, Mochi 26.108, J. Catan 25.914, Gerson 25.839, Londres 25.691, A. Vaz 19.395, R. Câmara 17.756, Neno 17.023, Marcio 16.111, Pedrossian 15.994, Lia N. 15.153, Hashioka 13.662, Rinaldo 12.800, Glaucia Jane 16.918, Paulo Duarte 16.663.
VEJA BEM: Em muitos casos não bastará só repetir a votação para garantir a vaga. O jogo em 2026 será diferente de 2022. Além das ‘federações partidárias’, haverá a concorrência de candidatos estreantes com ‘bala na agulha’. E não se pode ignorar a influência do pleito presidencial. Afinal, vivemos num estado conservador.
MARCOS POLLON: Para o deputado federal, o enfrentamento faz parte da democracia; a função do parlamento não é de levar obras, mas sim debater ideias; hoje haveria muitos discursos eloquentes, mas incoerentes; inadmissível discutir a anistia sem incluir Bolsonaro; a anistia está nas mãos de Hugo Mota.
E MAIS… Pollon reconhece a capacidade política de Azambuja, mas defende uma candidatura ao senado exclusivamente ligada à direita. Lembra que foi o mais votado na capital com 38.410 votos do total de 103.111 votos, sem apoio de prefeitos, vereadores e governo, além de não contar com recursos financeiros. E agora?
‘DESCONFORTO’: No saguão da Assembleia especula-se como serão as relações entre o deputado João H. Catan e o ex-governador Reinaldo no PL. As razões: Catan é um crítico mordaz da administração estadual e são notórios os laços fraternais que unem o ex-governador a Eduardo Riedel. ‘Mexeu com um, mexeu com o outro’.
BALA NA AGULHA: Experiente, Azambuja tem a leitura do quadro que o espera no PL. Para ganhar maior confiança levará como ‘dote eleitoral’ a filiação de 18 prefeitos interioranos, além de contar com a presença do presidente Valdemar C. Neto, Mas até o dia 21 poderemos ter novidades, inclusive a filiação de outros personagens.
MEMÓRIA: Para os eleitores bolsonaristas são inevitáveis as comparações entre o processo contra Lula e aquelas decisões da justiça beneficiando empresários e políticos implicados na ‘Lava Jato’. Há é claro, um sentimento oceânico contra a postura de alguns ministros do STF. Como sugere o título novelesco da Globo: Vale tudo!
COMPARANDO: Lula só foi preso após condenado em primeira e segunda instancia, num processo marcado pelo contraditório e ampla defesa. A justiça usou de equilíbrio. Agora, questiona-se no campo jurídico, se mesmo sem condenação em primeira ou segunda instância, justifica-se a imposição das duras medidas contra Bolsonaro? Pesos e medidas adversas, sem dúvida.
DO LEITOR: “ O PT precisou buscar um nome de fora para tentar ganhar musculatura em 2026. O sucesso do partido em nível nacional não se repetiu aqui como mostram, por exemplo, as derrotas de Teruel, Vander, Alex e Delcídio. No fundo, a agremiação ficou ao longo dos anos circunscrita ao mando de alguns poucos. ”
COERÊNCIA: É a marca do deputado Junior Mochi. Em 2018, apesar das condições adversas, foi fiel ao MDB como postulante ao Governo. Agora no 4º mandato, faz sérias restrições as pretensões da ministra Simone Tebet como candidata ao Senado, uma força auxiliar da candidatura Lula. Neste caso, Mochi até admite deixar o MDB.
LÍDIO LOPES: Após passar pela Câmara da capital, o deputado Lídio Lopes chegou à Assembleia após disputar o pleito de 2010. Eleito para o 4º mandato em 2022 com 32.412 votos, ele não esconde seu otimismo nas projeções para 2026. Ao colunista revelou: visitou todos os municípios e foi votado em todos eles nas últimas eleições.
PETISTAS: Como manda a tradição, adoram ‘boquinhas’ no serviço público. Aqui não é diferente, mesmo após a propalada reunião e declaração de dirigentes. Foi exatamente sobre a esperada demora de petistas em deixar o Governo Estadual, é que o deputado Neno Razuk teceu finas ironias na Assembleia. Curioso – Zeca e Kemp calados.
JUSTIÇA: Princípio elementar: a lei assegura a todos cidadãos o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, princípios que devem ser obedecidos em todos os julgamentos. O que não é permitido, é transformar o STF num palco de revanchismo político, sob o risco de ser visto como ator político neste processo contra Bolsonaro.
NA INTERNET: “ Mesmo dura, a crítica é própria da democracia. Vivemos em tempos de tensão: a liberdade de manifestação se cruza com a atuação da justiça. A criminalização desmedida das opiniões sufoca a liberdade de expressão. O direito penal não pode servir de instrumento para sufocar ou intimidar a manifestação dos cidadãos. ”
‘SACADAS’ DO LUIS FERNANDO VERÍSSIMO:
No Brasil, o fundo do poço é apenas uma etapa.
O futuro era muito melhor antigamente.
Conhece-te a ti mesmo, mas não fique íntimo.
O que separa o homem dos bichos, é que o homem sabe que é irracional.
Se o mundo está correndo para o abismo, fique de lado e deixe ele passar.
Aposentado é o vagabundo sem culpa e com renda ainda que seja insuficiente.
Após certa idade, é temerário fazer aniversário. Todo “Parabéns” soa como ironia.
A corrupção é antiga no Brasil. As “contas” que o Cabral trocou com os índios já não fechavam.
Máxima usada no futebol e por políticos investigados: a melhor defesa é o ataque.
Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido.
Não sei para onde caminha a humanidade. Mas quando souber vou para o outro lado.
Quando você acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.
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OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA
OPINIÃO: Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.
DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)
CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.
QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.
É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.
‘CALMA’: Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol. A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.
NA LISTA: Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja – cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.
GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.
‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.
APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.
APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.
APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.
ELES VEM AÍ: O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?
‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos. O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.
EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.
ALERTA: A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.
O RIO FEDE! Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.
PILULAS DIGITAIS:
“Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)
A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?
“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)
“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)
“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)
“Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)
“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)
“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.
“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)
