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Eleições: ‘sonhar é tão bom’!

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A DÚVIDA: O raio pode cair duas vezes no mesmo lugar?  Vai depender do humor dos eleitores. Nas ‘memoráveis’ eleições de Campo Grande em 2012 tivemos 7 candidatos ao Executivo e 501 postulantes ao legislativo. O detalhe é que o eleitor não teve como alegar falta de opções diante da oceânica quantidade e diversidade de pretendentes.

É MOLE? O arco de alianças apoiando Edson Giroto (MDB)  teve 246 candidatos a vereança em 16 partidos: PCdoB, PR, PDT, DEM, PTdoB, PPL, PSB, PSL, PTC, PRTB, PRB, PRP, PSC, PSDC e PSD. Quase a metade dos 501 candidatos apoiavam o candidato Giroto, além do prefeito Nelson Trad  e do governador Puccinelli ( ambos do MDB)

DIFERENÇAS: Já os demais candidatos tinham menor estrutura com poucos partidos e candidatos à vereança. Sem aliados de peso, Alcides Bernal (PP) escolheu o vice no apagar das luzes e lançou só 28 pretendentes ao legislativo. Quem mais se aproximou do candidato Giroto foi Reinaldo Azambuja (PSDB): 137 candidatos à vereança distribuídos também no PPS, PHS, PMN e PTB.

NOTARAM? Nem sempre uma eleição repete a anterior. A reação da opinião pública está sempre em evolução. Essa postura se repete no seio das famílias e no trabalho – onde se discute aspectos sociais, econômicos, perfis e propostas dos candidatos.  Como se diz: o melhor do regime democrático é que há eleições, que são sempre didáticas. 

MARQUETEIROS: Acertam, mas também erram ao fazer a leitura do pensamento do eleitor, menosprezando-o, achando que podem induzir e convencer. Apresentar um candidato não é como vender sabonete, onde a embalagem e o perfume contam muito para o sucesso do produto. Ele não tem a varinha mágica do ilusionismo. 

CONCLUSÃO: Se fosse assim o candidato de poucas letras ou feio, sem currículo expressivo e inexperiente, em partido nanico ou sem padrinhos fortes não ganharia as eleições de caciques tradicionais. Portanto está comprovado; no campo das eleições nem sempre a propaganda é a alma do negócio. Marqueteiro não é o dono da verdade. 

RESUMINDO:  Marqueteiro não pode pensar pelo candidato; apenas lidar a linguagem das ideias. Dar roupagem incompatível ao estilo do candidato ou engessá-lo, é dar margem à desconfiança da real sinceridade de suas propostas. Igual a propaganda do automóvel: destaca-se o valor baixo da prestação e esconde o preço final do produto.

SAÚDE:  A construção do Hospital Municipal é uma bandeira e tanto da prefeita Adriane Lopes (PP). Para o deputado Lídio Lopes, marido da prefeita, mesmo em ano de eleições a proposta deve ser aprovada pela Câmara Municipal. Mas nos bastidores tenho ouvido ‘muitos ruídos’ sobre alguns aspectos do projeto. Vamos esperar. 

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MARQUINHOS TRAD: Com sua fala macia, após reverter sua situação na Justiça, faz seu reingresso (vitimizado) no cenário e já deu o mote da sua campanha. Não é difícil prever seu projeto, que não deve ficar restrito a Câmara Municipal. Marquinhos é um protagonista ativo, de estilo próprio que interage bem com a opinião pública e a mídia.

FATO NOVO: Bombou nas redes sociais a identificação do deputado Beto Pereira (PSDB) como pardo, por conta do tempo da propaganda e verba do Fundo Eleitoral. Na capital a população parda chega 41,52%; a branca 50,58% e a negra 5,38%. O caso  lembra o ex-presidente Fernando H. Cardoso que revelou ter um pé na senzala. Rsss.

‘APERITIVOS’:  Entrar na campanha sofrendo pedidos de impugnação planta dúvidas na cabeça do eleitor e desidrata o candidato. É o caso dos dois pedidos do PSOL e PSDC contra Beto Pereira (PSDB) devido as contas reprovadas de sua gestão em Terenos. O problema é ter de responder sempre aos questionamentos.  E se?

FAZ PARTE: Quem quer paz que fique em casa ou vai passear.  O ex-conselheiro João L. Schimidt tem uma visão pertinente das eleições e da postura de seus protagonistas. Para ele, tudo que você conseguir passar para o adversário em termos de preocupação e desviar sua atenção, é valido. É bem o caso de Beto Pereira. E estamos só no início. 

CORAJOSA: Ao decidir lançar sua candidatura num espaço público (sábado, esquina da Av. Fernando C. Costa com 14 de julho) – resgatando aquela pratica dos comícios, Rose Modesto (União Brasil) demonstra acima de tudo muita confiança no taco. Ela destaca a repercussão positiva pela escolha de Roberto Oshiro como candidato a vice. 

DEFINIDO:  O deputado Zeca do PT foi claro ao dizer que pode apoiar a candidata Rose Modesto (União Brasil) num eventual 2º turno. Ainda cobrou mais uma vez transparência no processo, usando como gancho a eleição de 1996 em que perdeu para Puccinelli por 411 votos. Pela sua fala na sessão desta quinta-feira Zeca está motivadíssimo. 

ESTRAGOS:  Ainda não deu para aferir estragos do acerto entre PSDB e PL nestas eleições e no pleito de 2026. Mas liminares na justiça já azedam o acordo em algumas cidades onde os grupos são adversários tradicionais. Colocá-los no mesmo palanque é uma temeridade. Acordos de cima para baixo, ignorando o eleitor, costumam furar. 

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CIDADE: É onde o cidadão mora, deposita seus anseios, trabalha e morre. Os efeitos da administração municipal são mais sentidos do que os desarranjos ‘made in Brasília’. Como o universo é menor, é mais fácil identificar quem é quem. A pessoalidade conta mais que as siglas  partidárias. Tô certo ou tô errado? (Sinhozinho Malta)

GERSON CLARO:  O poder não lhe transmitiu soberba, muito comum entre os poderosos. Bom ouvinte, acessível, respeita opiniões e transita pelo saguão conversando com visitantes, jornalistas e funcionários de todos escalões. Seus colegas de parlamento não lhe poupam referências enaltecendo seu espírito de democrata. Merece os elogios. 

TENENTE PORTELA:  Acaba de descobrir que o poder gera ônus. Jamais imaginou deparar com tantos desafios que requerem habilidade. Sem experiência, tem vivido entre fogos cruzados. A vantagem é sua humildade em pedir socorro. Nesta quinta-feira, por exemplo, esteve no gabinete do deputado Londres Machado. Saiu mais aliviado. 

PERTO DO FIM?  Enfraquecido nacionalmente, o PSDB estaria com dias contados também aqui em MS. Nos bastidores é zum zum crescente de que os tucanos procurem outro caminho de olho em 2026. E qual mesmo? Mas antes de tudo é preciso esperar o resultado das eleições nesta capital e nas demais do país. 

‘VALE TUDO’:  Fofocas, críticas, montagens fotográficas, fake news, paródias e investigações sobre esse ou aquele candidato. Teremos postulantes de todos os perfis: idealistas, oportunistas, ingênuos e vaidosos tentando um lugar no cenário político. No fundo, não há outro sistema que possibilite a renovação do poder – para melhor ou para pior. 

 MANCHETES  ELEITORAIS:

 

Hipocrisia e política: inseparáveis e dependentes. 

Vale mais a popularidade ou a credibilidade?

As incoerências e as verdades suspeitas dos políticos. 

Laranjas e mutretas no patrimônio de políticos.

Estigma da corrupção atrai a rejeição. 

Cuidado com as máscaras dos políticos. 

Eleições: a fadiga do poder atrai surpresas.

Eleições 2024: debater ou ignorar a corrupção?

As definições políticas dividem as cidades.

Troca de partido: o eleitor foi ignorado.

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COLUNISTA

OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA

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OPINIÃO:  Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.

DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)

CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.

QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.

É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.

‘CALMA’:  Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol.  A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.

NA LISTA:  Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja –  cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.

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GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.

‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.

APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.

APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.

APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.

ELES VEM AÍ:  O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?

‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos.  O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.

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EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.

ALERTA:  A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.

O RIO FEDE!  Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.

PILULAS DIGITAIS:

 “Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)

A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?

“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)

“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)

“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)

 “Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)

“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)

“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.

“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)

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