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Cidade Universitária é sede do primeiro simpósio sobre fotodiagnóstico

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Já estão abertas as inscrições para o Simpósio Latino-Americano de Fotodiagnóstico (Laps). O evento vai reunir pesquisadores brasileiros e estrangeiros para discutir o tema de 22 a 25 de setembro, no Auditório Professor Inardi Adami, localizado no setor 2 da Cidade Universitária.

Segundo um dos organizadores e professor do Instituto de Física Cícero Cena, essa é a primeira edição do simpósio, que deve se tornar um encontro bianual para divulgar pesquisas em métodos de diagnóstico, utilizando técnicas ópticas e de análise de imagem. “O evento se encaixa dentro das atividades de difusão do conhecimento realizadas no âmbito do Laboratório de Óptica e Fotônica do Infi da UFMS. A ideia surgiu da necessidade de difusão da linha da pesquisa para profissionais de outras áreas, como Biologia, Odontologia, Farmácia, Medicina, Medicina Veterinária, e, principalmente, para congregar com importantes pesquisadores do País e do mundo na área de fotodiagnóstico”, explica.

Os pesquisadores e estudantes que desejarem participar apresentando resultados dos seus projetos e trabalhos podem fazer a submissão em dois formatos: vídeo ou resumo (veja mais detalhes aqui). O prazo termina em 2 de agosto. Os principais temas de discussão são: estudos relacionados a espectroscopia óptica aplicada à saúde humana, animal e vegetal; bioanálise para diagnóstico de doenças, caracterização de microrganismos e vetores; análise de dados para diagnóstico; e temas multidisciplinares relacionados à saúde.

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As inscrições podem ser realizadas na página evento link.ufms/laps2024. “O público alvo são estudantes e profissionais que atuam ou têm interesse em atuar na área. O participante poderá acompanhar as palestras dos convidados e ainda apresentar seus trabalhos na modalidade pôster”, explica Cícero. O professor destaca, ainda, que já estão confirmados quatro palestrantes internacionais, seis nacionais, além dos convidados que vão integrar as mesas-redondas.

“O Laps 2024 tornou-se possível por meio de projeto aprovado na chamada do Programa de Apoio a Evento, da Fundação de Apoio à Pesquisa, Ciência e Tecnologia, e a chamada de Apoio a Reuniões Científicas do CNPq”, destaca Cícero. O evento tem ainda apoio da Capes; Sociedade Brasileira de Ótica e Fotônica; Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul; e da fabricante Bruker.

Mais informações podem ser obtidas por e-mail.

Texto: Vanessa Amin

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Inteligência artificial transforma a rotina escolar, mas reafirma o papel insubstituível dos professores

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O avanço da inteligência artificial (IA) nas salas de aula brasileiras já não é mais uma promessa para o futuro, mas uma realidade consolidada no cotidiano escolar. Em alusão ao Dia Nacional dos Profissionais da Educação, comemorado em 6 de agosto, especialistas e dados do setor debatem como a tecnologia vem remodelando o ensino, otimizando o tempo dos docentes e destacando, mais do que nunca, a importância da mediação humana no aprendizado.

Pesquisa divulgada pelo Observatório Fundação Itaú em parceria com o Equidade.Info revela que 79% dos professores brasileiros já utilizam ferramentas de IA. Desses, 73% recorrem à tecnologia como apoio direto em sala de aula e 83% concordam com seu potencial pedagógico.

Mais tempo para o acolhimento pedagógico

A otimização de rotinas burocráticas e de planejamento é um dos maiores benefícios apontados por educadores. Segundo Cyntia Gomes, especialista em educação e professora de Pedagogia na EAD UniCesumar, a IA atua como uma aliada estratégica para acelerar elaborações que antes exigiam horas de dedicação.

“O uso da IA trouxe mais agilidade para tarefas que antes demandavam muito tempo aos docentes. Essa utilização permite que os profissionais dediquem mais tempo ao que realmente transforma a educação: acompanhar a aprendizagem dos estudantes, promover intervenções pedagógicas, fortalecer o trabalho colaborativo e desenvolver práticas mais significativas”, destaca a professora.

Entre as principais aplicações práticas no planejamento docente estão:

  • Elaboração e personalização: Complementação de planos de aula e sequências didáticas.

  • Diversificação de níveis: Criação de atividades adaptadas a diferentes graus de complexidade.

  • Inclusão: Adaptação de materiais para atender múltiplos perfis e ritmos de aprendizagem.

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Apesar das facilidades, Gomes reforça que o controle e a autonomia permanecem estritamente com o educador, que conhece as particularidades e objetivos pedagógicos da turma.

Por que a IA não substituirá o professor?

Diante de um modelo de ensino tradicional que já não atrai totalmente as novas gerações, a educação exige metodologias ativas que desenvolvam o pensamento crítico, a resolução de problemas e o trabalho em equipe. No entanto, a figura do professor continua sendo o pilar central desse processo.

A especialista enfatiza que a inteligência artificial carece de competências essencialmente humanas:

  • Construção de vínculos afetivos e empatia.

  • Compreensão integral do contexto sociocultural do aluno.

  • Sensibilidade e discernimento diante de situações imprevistas na rotina escolar.

“A tecnologia não é capaz de tomar decisões sobre as situações diárias do ambiente escolar. A IA vem para ampliar as possibilidades de ensinar e aprender, e não para substituir metodologias consolidadas ou a mediação docente”, pontua Gomes.

Inovação no mercado educacional: formações e assistente virtual

No setor privado, grandes instituições de ensino já integram a IA tanto no suporte acadêmico quanto na gestão administrativa. Um diagnóstico interno da Vitru Educação — mantenedora da UniCesumar — revelou que as ferramentas mais adotadas por seus professores são:

  • ChatGPT (89,7%): Utilizado para planejamento, criação de exercícios e pesquisas.

  • Gemini (78,2%): Aplicado na organização de arquivos e integração com ecossistema Google.

  • Canva IA (38,9%): Empregado na produção ágil de recursos visuais e apresentações.

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Para garantir o uso ético e seguro, a instituição oferece formações como o curso gratuito “Educar com IA: Ética, Criatividade e Presença”, além de capacitar os próprios alunos através de uma trilha que confere a Certificação Ethos.IA.

O ecossistema SofIA

Outro grande destaque tecnológico do grupo é a SofIA, uma plataforma desenvolvida pelo VitruLab (núcleo de inovação da companhia). Inicialmente voltada ao suporte institucional e financeiro, a assistente gerou resultados expressivos:

Métrica de Impacto Resultado Alcançado
Eficiência operacional Aumento de 9x na capacidade de atendimento
Conversão direta de matrículas 24% dos leads convertidos sem intervenção humana
Tempo de resposta Redução superior a 90% na espera do usuário
Agilidade da equipe de vendas Queda de 89% no tempo médio de atendimento

Em sua próxima fase de expansão, a SofIA passará a oferecer suporte pedagógico direto aos estudantes, tirando dúvidas sobre as disciplinas cursadas, sempre sob o respaldo de diretrizes institucionais pautadas pela transparência, privacidade e integridade acadêmica.

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