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Em reunião na ALEMS, secretário informa queda recorde no abandono escolar

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O índice de abandono escolar na rede estadual de Mato Grosso do Sul caiu para menos de um porcento, o menor valor já verificado pela Secretaria de Educação. O número foi informado na tarde desta quarta-feira (21) pelo secretário Hélio Queiroz Daher durante reunião realizada com a Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Professor Rinaldo Modesto (Podemos). No encontro, o secretário apresentou à Comissão dados de 2023, o primeiro da gestão do atual governo, dando destaque à maior frequência dos alunos nas escolas.

“No ano passado, conseguimos uma grande vitória: a diminuição do abandono escolar. Esta é uma das nossas maiores missões: tirar o estudante da rua, trazê-lo de volta para a escola. Hoje, temos menos de 1% de jovens que deixam a escola. Isso talvez seja a grande conquista do nosso primeiro ano de gestão”, enfatizou o secretário ao final da reunião.

Secretário avaliou 2023 e fez projeções para este ano

Em 2023, 1.560 estudantes das escolas públicas estaduais deixaram de frequentar as aulas. Essa parcela representou 0,93% do total de alunos matriculados. No ano anterior, o índice de abandono foi de 1,26%, o equivalente a 2.184 estudantes. Em números absolutos, o universo de crianças e jovens que abandonaram os estudos reduziu em 624 de 2022 para 2023.

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Segundo a Secretaria de Educação (SED), o valor do ano passado é expressivo por ser o menor já verificado pela pasta. O índice de abandono escolar em Mato Grosso do Sul, em anos anteriores, já chegou a estar em dois dígitos. Para o controle do Governo, configura-se abandono quando o estudante deixa de frequentar, no mínimo, 60 dias de aula. Caso não renove a matrícula no ano seguinte, o aluno entra na estatística de evasão escolar.

O dado destacado pelo secretário integra outros resultados, avaliados positivamente pelo deputado Professor Rinaldo. “A educação é muito complexa. A gente sabe que envolve vários atores. Vivemos num momento tão difícil, com os problemas familiares, com os problemas do ponto de vista econômico, social. E tudo isso desemboca na educação. Então, a educação precisa de bons gestores. E Mato Grosso do Sul tem dado passos bem à frente neste sentido”, considerou o parlamentar.

Também participaram da reunião os demais integrantes da Comissão de Educação: os deputados Junior Mochi (MDB), vice-presidente do grupo, e Caravina (PSDB), e as deputadas Gleice Jane (PT) e Mara Caseiro (PSDB).

Outros resultados

O secretário Hélio Daher entregou aos deputados da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, documento com dados relativos a projetos educacionais desenvolvidos em 2023 e projeções para 2024. Em relação a escolas com turmas em tempo integral, o Governo pretende, neste ano, ampliar de 166 para 218 unidades, passando de 70 para os 79 municípios que ofertam a modalidade. A meta é chegar a 48.838 estudantes matriculados nessas escolas.

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Entre outros dados de 2023 e projeções para este ano, o secretário apresentou as seguintes informações: atendimento de 15 mil estudantes na educação profissional; 16 escolas com lousas digitais, contemplando 10.266 alunos; 134 unidades escolares com kits de robótica, abrangendo 50.918 estudantes; e criação do Programa Alfabetiza MS Indígena, que garantirá produção de material de apoio para alfabetização em língua materna de indígenas das etnias Guarani, Kaiowá, Kadiwéu e Terena de 24 municípios.

Volta às aulas

A reunião do secretário Hélio Daher com a Comissão de Educação ocorre no mesmo dia da volta às aulas na rede estadual. Nesta quarta-feira, 180,5 mil estudantes iniciaram as aulas nas 349 unidades escolares da rede estadual de ensino nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Por: Osvaldo Júnior   Foto: Wagner Guimarães

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Governo de MS investe R$ 65 milhões em novas unidades prisionais na Gameleira

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O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou, nesta quinta-feira (26), a homologação das licitações para a construção de três novas unidades prisionais no Complexo da Gameleira, na saída para Sidrolândia. O projeto é um pilar estratégico para reduzir a superlotação e modernizar a custódia no estado.

Com um investimento superior a R$ 65 milhões, as obras visam fortalecer a segurança pública e ampliar as frentes de ressocialização dos internos.

Expansão em Números

A construção das unidades Gameleira I, II e III terá impacto direto no déficit de vagas do regime fechado. Confira os detalhes técnicos:

  • Capacidade Total: 1.224 novas vagas (408 por unidade).

  • Estrutura: 30 celas por unidade em áreas de mais de 3 mil m².

  • Modelo: Unidades de baixa complexidade, projetadas para eficiência de gestão e controle.

Unidade Empresa Responsável Investimento
Gameleira I JAC Engenharia Soluções Inteligentes R$ 22,1 milhões
Gameleira II Poligonal Engenharia e Construções R$ 21,2 milhões
Gameleira III Engetal Engenharia e Construções R$ 22,1 milhões

Visão Estratégica: Segurança e Ressocialização

Para o secretário de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara, as obras não representam apenas “paredes”, mas sim uma estratégia de governo para organizar o sistema e proteger a população.

“É um investimento estratégico, que alia estrutura adequada com gestão eficiente”, afirmou Alcântara.

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, reforçou que a ampliação é fundamental para o aprimoramento das políticas de custódia e reintegração social. As novas vagas na Gameleira fazem parte de um pacote maior que prevê 2,4 mil novas vagas em todo o Mato Grosso do Sul, através de novas construções e ampliações de presídios existentes.

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Execução e Prazos

A coordenação dos projetos fica a cargo da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), que será a responsável por fiscalizar a qualidade técnica e o cumprimento do cronograma das construtoras vencedoras.

A iniciativa reafirma o compromisso do Estado com um sistema prisional mais equilibrado, seguro e humano, tratando a infraestrutura como base para a redução da criminalidade a longo prazo.

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