MATO GROSSO DO SUL
Em Mato Grosso do Sul mulheres ainda são minoria no trânsito, mas as mais responsáveis
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Apesar de ser a minoria no trânsito sul-mato-grossense, as mulheres ainda dominam quando o assunto é segurança. Prova disso, é que o número de acidentes sofridos por mulheres é quase 4 vezes menor do que o número de homens.
Conforme o Bptran (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito), as mulheres correspondem a apenas 21% do número de mortes no trânsito em 2021. Dos 54 acidentes fatais, 11 foram mulheres, sendo sete em motocicletas e quatro em automóveis. Em contrapartida, 32 homens morreram em acidentes de motos, seis em carros, dois em bicicletas e três como pedestres.
A diretora de Educação para o Trânsito do Detran-MS, Elijane Coelho, pontua que os números revelam o comportamento da maioria das mulheres no trânsito. “Nós percebemos que atitudes tipicamente femininas, como paciência, civilidade ao compartilhar o espaço e empatia, são características muito desejadas no trânsito. As mulheres, em sua maioria, dão exemplos de comportamento para evitar acidentes e fatalidades”.
Já a Diretoria de Habilitação do Detran-MS aponta que do total de condutores habilitados no Estado, 1.298.023, apenas 477.165 são mulheres. Dos novos habilitados nos últimos dois anos, o número também é menor que a metade, representando 27.413 de 59.945.
O cenário não é diferente em âmbito nacional. Em março de 2021 a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), divulgou que as mulheres representam 35% do total de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em todo País, o que corresponde a 25,8 milhões de motoristas.
“Os dados não mentem. Apesar da representatividade feminina ser menor, as mulheres no trânsito são sinônimos de condução segura e, consequentemente, o índice de envolvimento em acidentes é menor”, finaliza a diretora de habilitação, Lina Issa Zeinab.
Bruna Pasche, Detran-MS
Foto: Divulgação
CARAVINA EM PAUTA
Projeto relatado por Caravina avança e garante cartório para Nova Casa Verde
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou, em primeira votação, o projeto que prevê a criação de um cartório de registro civil no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina.
A proposta, de autoria do Poder Judiciário e com relatoria do deputado estadual Pedro Caravina, representa um avanço importante para a população da região, que atualmente precisa se deslocar cerca de 50 quilômetros para acessar serviços básicos de registro civil.
O distrito de Nova Casa Verde reúne aproximadamente 1.200 propriedades rurais, entre assentamentos e fazendas, o que evidencia a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento à população local.
A demanda pela instalação do cartório já vinha sendo acompanhada pelo deputado, que anteriormente apresentou indicação solicitando a implantação do serviço no distrito, reforçando a necessidade de ampliar o acesso da população aos serviços civis.
Segundo Caravina, a medida atende a uma reivindicação antiga da comunidade e contribui diretamente para facilitar o dia a dia dos moradores.
“Estamos falando de acesso. Hoje, muita gente precisa sair do distrito para resolver questões simples. Com o cartório mais próximo, isso muda a realidade da população”, destacou.
O parlamentar ressalta que o tema sempre esteve em pauta em sua atuação, com diálogo junto às lideranças locais e acompanhamento das demandas da região.
Com a criação da nova unidade, a expectativa é garantir mais agilidade, comodidade e dignidade no acesso a serviços essenciais, como registros de nascimento, casamento e outros atos civis.
O projeto prevê que a instalação do cartório ocorrerá após a realização de concurso público, conforme determina a legislação vigente, e integra a reorganização das unidades extrajudiciais no município de Nova Andradina.
A proposta segue agora para as próximas etapas de tramitação na Assembleia Legislativa.
