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Inteligência artificial: riscos e danos eleitorais
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CONFETES & VOTOS: Apesar de carioca, o ‘samba no pé’ não faz o estilo de Riedel. Mas encarou fácil os ambientes carnavalescos distribuindo sorrisos e abraços. Por outro lado, não há notícias se Fabio Trad tenha saído de sua clausura ou preferiu o aconchego do lar vendo o desfile das escolas de samba do carnaval carioca.
SEM RUMO: Político que não lidera não forma grupo político e se vê obrigado a pegar carona em outras agremiações. É o caso da senadora Soraya sem identificação partidária e que pode ingressar no PSB para apoiar Fabio Trad. Nos corredores da Assembleia comenta-se que ela sonha com um cargo de Lula como compensação em 2027.
DÚVIDAS: Nos bastidores comenta-se sobre a possibilidade de aflorar durante a campanha eleitoral temas relacionados aos escândalos envolvendo alguns políticos. Com as redes sociais exercendo crescente influência nas eleições, há quem aposte que o pleito estadual possa se transformar numa grande lavanderia. Haja sabão!
VALE TUDO: A pratica da ‘desinformação’ deixou de ser fenômeno episódico para se tornar um risco ao processo eleitoral deste ano graças a velocidade da disseminação. Questiona-se: os Tribunais Regionais Eleitorais e mesmo o TSE estarão preparados para decidir rapidamente se aquela publicação estaria fora da legalidade?
LADO SOMBRIO: O avanço da tecnologia proporciona a capacidade ilimitada de criar vídeos, áudios e imagens com elevado grau de realismo, simulando discursos e posturas de candidatos, por exemplo. Parte do eleitorado poderá ser enganado ao não separar o que é real e artificial (conteúdo manipulado) na internet.
A GUERRA: Ela já existe através de narrativas enviesadas e informação massiva nas redes sociais, criando terreno fértil para a desinformação. Há quem aposte na vitória da agilidade da inteligência artificial contra os padrões burocráticos de quem, deveria estar municiado de tecnologia a serviço da lei. É como um fusca contra um BMW.
HUMOR: Na campanha presidencial, John Kennedy enfrentou críticas de que seu pai milionário Joseph estaria comprando a eleição. Ele teria respondido lendo um suposto telegrama do pai durante um jantar: “ Caro Jack: Não compre nem um único a mais do que o necessário. Eu serei condenado se for pagar por uma vitória esmagadora. ”
‘PADINHO’: Contam em tom folclórico que várias famílias do interior da Paraíba escreveram cartas para a Casa Branca pedindo que Kennedy fosse padrinho de seus filhos. Em sua elegância ele chegou a responder, aceitando o pedido por procuração, o que gerou orgulho local, mas se tornou uma piada trágica com o assassinato de 1963.
RONALD REAGAN: O presidente era craque em piadas. Uma delas sobre a chegada do político e o padre ao céu. São Pedro oferecera ao religioso uma casa simples e ao político uma mansão. Surpreso, o político questionou as razões do privilégio, ao que São Pedro explicou: “religioso é comum aqui, mas quanto aos políticos, você é o primeiro.
JIMMY CARTER: Só falava inglês. Em viagem ao Japão, ele resolveu contar uma piada para ‘quebrar o gelo’ para a plateia monolíngue. Riso geral. Depois surpreso, Carter indagou o motivo da reação tão calorosa – e o interprete revelou o que havia recomendado aos presentes: “A piada contada pelo presidente é engraçada. Todos devem rir. ”
REVIRAVOLTA: Na noite da posse de Ulysses, Sarney estava deprimido e confessou “com medo do fim inglório de sua carreira política. ” Ele sabia que no Brasil o vice é esquecido, enquanto nos ‘U.S.A’ acaba líder no Senado. Mas como na política tudo pode acontecer, veio o óbito de Tancredo e a consequente posse de Sarney.
O PERDEDOR: “Vote no brigadeiro, bonito e solteiro”. Mas apesar de carismático e elegante, Eduardo Gomes perdeu as eleições de 1945 para o gal. Eurico G. Dutra com 34% dos votos e de 1950 para Getúlio Vargas, obtendo só 29% dos votos. Ao brigadeiro restou o título de Patrono da Força Aérea Brasileira e por ter inspirado o nome do chocolate batizado de ‘brigadeiro’.
O TURISTA: Poeta e escritor, Epitácio Pessoa teve uma eleição surreal em 1919. Ele estava em Paris na Conferência de Versalhes, após a Primeira Guerra e não participou da campanha eleitoral. Com 71% dos votos derrotou Rui Barbosa. As eleições foram realizadas em abril, e ele só retornou ao país em julho, uma semana antes da posse.
TEMPORONA: O presidente Rodrigues Alves morreu em janeiro de 1919 (de gripe espanhola) antes de assumir o 2º mandato. Desde novembro de 1918, quando Rodrigues deveria ter tomado posse, o país era governado interinamente pelo vice Delfim Moreira. Rodrigues Alves recebeu em Paris a notícia de que seria o candidato e aceitou, é claro.
AMOR E ÓDIO: O ditador Stalin odiava o ator americano John Wayne pela sua postura anticomunista liderada pelo senador Joseph McCarthy. Por conta disso, Stalin colocou o ator na sua lista negra para ser assassinado pela KGB. Mas por essas ironias, o ditador russo assistia a todos os faroestes do famoso cowboy. Era fã de carteirinha.
A VIAJANTE: A rainha Elizabeth visitou mais de 120 países; inaugurou o MASP (São Paulo) em 1968; na 2ª. Guerra treinou como motorista e mecânica; no seu reinado esteve com 13 dos 14 presidentes dos Estados Unidos, desde Harry Truman até Joe Biden; também conheceu 5 Papas – de Pio XII em 1951 ao Papa Francisco em 2014.
E ADIANTA? A Lei 5.991/73 obriga o médico de adotar palavras legíveis nas receitas como alertam cartazes afixados nos postos e unidades de saúde. Hoje alguns médicos já usam o receituário impresso do computador, facilitando a sua leitura, enquanto outros ainda insistem com ‘garranchos’ indecifráveis para desespero dos farmacêuticos.
REMÉDIO: Princípio elementar de economia: não se gasta mais do que se ganha. Daí que o Governo Estadual é obrigado a cortar as despesas neste ano, mesmo com as eleições batendo a porta. Claro, teremos habituais ‘chiadeiras’ e até certo desgaste eleitoral, mas o governante precisa ter coragem para adotar medidas impopulares.
PEROLAS ESCOLARES.
A Alemanha é o país da Europa onde melhor se fala o alemão.
Tem uma planta em extinção nas Ilhas Virgens: as trepadeiras!
A Rússia foi atacada na 2ª. Guerra pelo general nazista Napoleão Bomdaparte.
O maior produto de exportação de Angola é a galinha.
Tarântula é uma variação ritmada da tarantela.
Transitividade verbal é a opção sexual do verbo.
A função do cerebelo é fazer criar cabelo.
Complexo de Édipo é um bairro carioca vizinho do Complexo do Alemão.
Eva e Cleópatra foram as primeiras mulheres a sentir prazer com cobras.
A tartaruga, o bicho preguiça e os funcionários públicos insatisfeitos são os animais mais lentos do Brasil. .
O que é manada? É a forma junta de mais-nada.
Cremação é passar creme na pele – depois de morto, é claro!
Todos os lados do triangulo escaleno são iguais, porque a área quadrada da circunferência da pirâmide é maior que ‘o raio que o parta’.
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OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA
OPINIÃO: Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.
DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)
CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.
QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.
É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.
‘CALMA’: Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol. A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.
NA LISTA: Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja – cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.
GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.
‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.
APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.
APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.
APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.
ELES VEM AÍ: O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?
‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos. O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.
EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.
ALERTA: A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.
O RIO FEDE! Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.
PILULAS DIGITAIS:
“Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)
A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?
“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)
“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)
“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)
“Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)
“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)
“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.
“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)
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