POLÍTICA MS
PL na moita, a fadiga tucana, fake news, a apatia petista
POLÍTICA MS
FADIGA: Em nível nacional o PSDB vem se arrastando com dificuldades, pelos resultados ruins nas últimas eleições e envelhecimento de suas lideranças. Aécio Neves é um exemplo: desgastado, perdeu o prestígio. Nosso estado se salvou da sequência dos desastres eleitorais, mas não tem o poder de fogo no cenário nacional.
FUTURO: Observadores acreditam que o PSDB sofrerá o processo de esvaziamento como já ocorrera com outros partidos fortes no passado. A criação das ‘federações’ partidárias também acabará influenciando nestas mudanças daqui para frente. Várias lideranças estaduais já aderiram a essa tendência, que aumentará após as eleições.
AZAMBUJA: Nosso ex-governador tem se mostrado um leão incansável na tarefa de manter os companheiros tucanos motivados para a sucessão municipal. Pré-candidato ao senado, precisa eleger o maior número de prefeitos e vereadores. Em termos de partido Reinaldo faz a sua parte, mas consciente de que até 2026 a estrada é sinuosa.
PROBLEMAS: A postura das lideranças tucanas nos últimos anos mostrou que o PSDB não tem o cacoete de oposição e daí perdeu simpatizantes do centro para os partidos de direita. O discurso social democrata inspirado no alemão Max Weber e repercutido por Fernando H. Cardoso foi sufocado pelas novos apelos mundiais.
CAPITAL: Vencer aqui é fundamental para todos partidos. Tem sido o trampolim para lideranças tentarem voos mais altos, mas também liquidou políticos de peso. Como eu sempre digo; com a internet cada vez mais presente, Campo Grande é forte polo irradiador de influência para o interior. Perdendo aqui ‘um abraço pro gaiteiro’.
INTERROGAÇÃO: Qual o peso da influência do eleitor da direita no pleito da capital? Enquanto não se decide quem será o candidato do PL, é difícil uma avaliação real do potencial do grupo bolsonarista. Aliás, as pesquisas têm deixado uma espécie de vazio sobre esse item. O deputado João Catan (PL) é categórico: vamos ao embate!
NO BRASIL: O ministro Dias Tofoli anulou as provas do acordo de leniência da Odebrecht na Lava Jato. Lembra? Agora a empreiteira se nega a revelar ao Ministério Público Federal os dados do sistema usado em Andorra para pagar a propina confessada no acordo. Pode? A Odebrecht já reclamou ao ministro amigo e deve ‘sobrar’ algo para o zeloso procurador federal do Paraná.
ÚLTIMA TACADA: 76 anos de idade; 32 como deputado estadual, Maurício Picarelli tentará a vereança na chapa de Rose Modesto. Jornalista, radialista, ficou sem mandato em 2022 e culpou a falta de grana, mas ainda confia nos 4.139 votos obtidos na capital. Usa as redes sociais dando alô aos ‘amigos e comadres’. Consciente da concorrência.
FAKE NEWS: ‘Nunca se mente tanto quanto antes das eleições, nas guerras e após as caçadas’, dizia Otto von Bismark. A inteligência artificial, o uso de aplicativos na produção de vídeos, áudios e textos desafiam a justiça por igualdade de condições para todos os candidatos. Hoje a justiça perde para as evoluções da tecnologia. Não sei se vira o jogo.
IMPLICAÇÕES: Juridicamente é complicado regular as mídias sociais porque pode ser explorada pela oposição como uma censura mascarada, protetora dos governistas. Os juristas respeitados estão divididos quanto a legalidade da regulação. Para o Governo que defendia no passado a liberdade de expressão, o remédio tem ‘contraindicações’.
ESTRAGOS: Candidatos novatos a vereança pegos de calça curta com a decisão do Google ao proibir o impulsionamento e publicação de anúncios políticos em suas plataformas a partir deste maio. Os partidos também serão prejudicados, mas o prejuízo maior será de quem precisa construir a imagem pública junto ao eleitorado.
VANTAGENS: Enquanto os candidatos a reeleição e aqueles outros já conhecidos do eleitor por uma série de circunstâncias e fatores na comunidade levarão vantagem, os novatos terão que usar outras estratégias como reuniões comunitárias, panfletagem e uso de outras plataformas digitais para expor seu potencial e projetos legislativos.
VEREADOR: Quem souber levante a mão: ‘em quem o leitor votou na última eleição e qual era o partido dele? ’ Não por acaso, assusta em todas as pesquisas, o número de eleitores que ainda não escolheram seu nome preferido. Como se diz – vereador não é essencial – é comparável ao valor da gelatina na cadeia alimentar. Não faz falta.
GIROTO: O ex-secretário estadual de Obras na mídia por 2 motivos: para indicar novo advogado numa das ações que responde na justiça e pelo fato da empresa de seu genro Murilo F. A. Oliveira (‘Groen Engenharia e Meio Ambiente’) ser investigada pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União por suspeita de superfaturamento (desvio) de R$ 23 milhões em Três Lagoas.
COMPLICADO: O ato de doar às vítimas gaúchas ganha espaço na mídia. Mas infelizmente a política (sempre ela!) já está inserida no contexto. São acusações de golpes por falsários, por busca de promoção pessoal, ‘fake news’ e posturas distantes do real sentido de ajudar. Mas doar, mesmo por vaidade, é infinitamente melhor do que se omitir.
ACOMODADA? Nas redes sociais a militância petista perde espaço para o pessoal da direita. Os petistas, parados no tempo ainda do uso de placas e faixas. Já os adversários, usam as redes sociais, marcam posição com eventos e adesivos nos carros. Lembro: o comício recente de 1º de Maio na Av. Paulista mostrou a fase apática petista.
A PROPÓSITO: A decepção na Paulista mostrou que o Governo e Sindicatos estão distantes do universo do trabalho. O presidente Lula chiou com o vazio da avenida, apesar de 9 ministros presentes, de ter renovado as promessas e enaltecido as conquistas do Governo. A TV ‘Plim Plim’ ignorou, enquanto a oposição criticou surfando nas redes sociais.
SUGESTÃO: Fato estranho ou deselegante que se repete na Assembleia Legislativa. Convidados da Casa ou de algum deputado ocupam a tribuna para discorrer sobre temas de interesse. Mas curiosamente o tempo concedido aos convidados é no final das sessões, quando quase todos os parlamentares já deixaram o plenário. Evidente, os convidados não reclamam, mas não devem gostar.
VERDADES: “.( )..A bomba climática que devastou o sul do Brasil revela a limitação, dos estados e do governo federal para lidarem com um problema que é planetário. Quanto custa reconstruir um estado? De quem é o dinheiro e a responsabilidade para pagar esse prejuízo? ( ) “Ninguém consegue mais amenizar nem resolver um estrago desse porte. Negócios feitos nas bolsas de Nova York ou Tokio acabam afetando, bem ou mal, a vida de pessoas comuns, desde Paris até Lajeado”. (Felipe Sampaio)
PILULAS DIGITAIS:
Quem deseja ver o arco-íris, precisa aprender a gostar da chuva. (Paulo Coelho)
100% dos brasileiros apoiam a liberdade de expressão – desde que seja a favor. (na internet)
Eu não vou parar. Estou apenas começando. O melhor está por vir. (ex-senador Pedro Chaves – 83 anos)
De vez em quando caímos em dúvida, mas logo conhecemos alguém que restabelece nossa desconfiança no ser humano. (Millôr)
Câmara Federal torrou R$ 90 mil para 5 deputados passarem o 1º de maio em Cuba. (internet)
PGR (Lava Jato) é contra devolver US$ 21 milhões (propinas na Suiça) ao marqueteiro João Santana. (internet)
Eu tenho uma porção de coisas grandes prá conquistar e eu não posso ficar aí parado. (Raul Seixas)
COLUNISTA
OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA
OPINIÃO: Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.
DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)
CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.
QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.
É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.
‘CALMA’: Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol. A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.
NA LISTA: Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja – cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.
GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.
‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.
APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.
APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.
APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.
ELES VEM AÍ: O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?
‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos. O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.
EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.
ALERTA: A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.
O RIO FEDE! Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.
PILULAS DIGITAIS:
“Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)
A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?
“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)
“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)
“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)
“Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)
“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)
“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.
“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)
