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Dar a Luz: HRMS recebe capacitação sobre entrega voluntária de bebês para adoção

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Profissionais que atuam na Linha Materno Infantil e Serviço Social do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) receberam, nesta terça-feira (12), uma capacitação continuada sobre o projeto ‘Dar a Luz’, do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, que visa facilitar a entrega voluntária de bebês para adoção.

A capacitação foi conduzida idealizadora do projeto, a juíza da Infância, Juventude e do Idoso, Katy Braun do Prado, que considera a capacitação uma oportunidade valiosa para atualizar a equipe sobre os procedimentos e abordagens relacionados à entrega voluntária de bebês para adoção.

“Esse projeto existe em Campo Grande desde 2012. O HRMS já tem essa interlocução com a Vara da Infância e da Adolescência. Hoje trouxemos material didático, fizemos uma exposição e tiramos dúvidas da equipe a respeito de casos que já enfrentaram”, enfatizou.

Dados fornecidos pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) revelam que em 2023, das 32 mulheres atendidas pelo projeto em Campo Grande, 19 optaram por entregar seus filhos à adoção de maneira voluntária.. A juíza ressaltou que essa alternativa proporciona às mães uma forma mais humanizada de lidar com uma gravidez indesejada, evitando os riscos associados a abortos clandestinos ou a práticas prejudiciais à criança.

Josinice Muniere Ferreira, assistente social e responsável técnica do Serviço Social do HRMS, explicou o papel crucial desempenhado pela instituição quando uma mulher decide pela entrega voluntária.

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“Quando uma mulher deseja fazer a entrega voluntária, o setor atende, junto com a Psicologia, para dar o apoio necessário. A gente notifica a Vara da Infância através do projeto e posteriormente eles atendem essa família tomando as devidas providências. Esse tipo de capacitação é importante para atualização já que nosso hospital tem uma rotatividade considerável de profissionais. Hoje a gente procurou chamar equipes estratégicas, pessoas que trabalham diretamente com esse público”, afirmou.

A capacitação contou com a participação de integrantes da Linha Materno Infantil e do Serviço Social do HRMS, promovendo uma sinergia essencial entre o setor de saúde e o judiciário, visando sempre o bem-estar e a melhor assistência possível para as mães e seus bebês.

Joilson Francelino, Comunicação FUNSAU/HRMS
Foto de capa: Saul Schramm

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Nova arquitetura e conceito: Governo apresenta aos deputados expansão da infra e desafios da saúde em MS

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A nova arquitetura da saúde regional, com avanços na regionalização da atenção hospitalar de Mato Grosso do Sul, uma das prioridades do Governo do Estado, com melhorias na entrega final, que vai beneficiar a população nos 79 municípios, bem como a proposta de uma PPP (Parceria Público Privada) no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), foram apresentadas aos deputados estaduais na manhã desta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa, pelo governador Eduardo Riedel e pelos secretários Maurício Simões (Saúde) e Eliane Detoni (Parcerias Estratégicas).

“Este é um momento da maior importância para nivelar o conhecimento, tirar as dúvidas, pois algumas informações divulgadas não estão vinculadas aos fatos. O projeto foi estudado com muito critério, estamos há dois anos mergulhados com todos os indicadores desse processo para nos dar subsídio, para poder construí-lo. A gente acredita que esse conhecimento deu o embasamento para o projeto”, explicou o governador, ao detalhar planos e especificidades das melhorias na saúde pública estadual.

Para melhorar a situação hospitalar atual, com foco no crescimento da demanda futura, o Governo do Estado estabelece um “novo cinturão da saúde”, levando em consideração a capacidade de atendimento de cada unidade – média e alta complexidade. O objetivo principal é a melhoria do serviço prestado ao cidadão.

“A atenção hospitalar é parte da assistência à saúde. Mas é uma parte muito importante e que nós temos carência de leitos, principalmente hospitalares de alta complexidade. E ali é que entra, então, a parceria público-privada do hospital. E tudo começou com o plano diretor de regionalização da saúde no Estado. Nós procuramos considerar inúmeros indicadores de cada município e região, para que a gente pudesse acompanhar as mais fortalecidas”, explicou Simões.

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A PPP do HRMS, que faz parte do projeto de regionalização da atenção hospitalar no Estado, prevê a expansão da infraestrutura com impacto direto nos indicadores de saúde, principalmente o aumento na produtividade com previsão de crescimento de 96% das internações, que podem passar de 1,4 mil para mais de 2,7 mil por mês. Também existe a expectativa de economia de 35% por internação, além de aumento de leitos que vão passar de 362 para 577.

“O que a gente pretende sempre é melhorar a prestação de serviço público para o cidadão e, nesse caso, para que a gente consiga manter um atendimento 100% SUS, gratuito e universal. Então, é bom a gente deixar claro que o Hospital Regional, ele se mantém gratuito”, disse a secretária especial de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni.

Todos os serviços não assistenciais, chamados de “bata cinza” serão executados pelo futuro parceiro privado, como nutrição, limpeza, lavanderia, manutenção predial, e tudo que envolve o funcionamento físico e estrutural do hospital – apoio médico, administrativo, fornecimento de insumos, recepção, portaria, entre outros.

“Nosso desafio é planejar uma estratégia hospitalar hierarquizada e regionalizada para o estado de Mato Grosso do Sul. E isso é resultado da complexa interação de processos econômicos, políticos e sociais. E a gente fez isso sem esquecer que o Estado está passando uma Rota Bioceânica e Rota da Celulose, dois processos de desenvolvimento muito importantes”, disse o secretário da SES (Secretaria de Estado de Saúde.

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Além de terem oportunidades de tirarem dúvidas sobre o projeto de regionalização e também sobre a PPP do HRMS, os parlamentares destacaram a competência do projeto apresentado, e elogiaram o modelo de atenção à saúde proposto com vista na melhoria do serviço prestado ao usuário.

“Momento importante para os deputados apreciarem a proposta, fizemos essa proposição ao Executivo e hoje agradecemos a apresentação. Entendemos que é um projeto estruturado e muito bem estudado, com critérios”, disse o presidente da ALEMS, Gerson Claro.

Macrorregiões

Como parte do projeto de regionalização, as macrorregiões do Cone Sul – Hospital Regional de Dourados -, Costa Leste – Hospital Regional Magid Thomé (Três Lagoas) – e do Pantanal – onde será construído um hospital em Corumbá -, além de Ponta Porã e Campo Grande, também terão serviços e leitos expandidos nos próximos anos, intensificando oferta de cirurgias e exames de média e alta complexidade.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende

ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens da reunião com os deputados

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