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FEMAMA promove a 11ª Conferência de Lideranças em Saúde da Mulher
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A edição deste ano traz como tema central a regulamentação da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer
Nos dias 18 e 19 de junho, Brasília (DF) será palco, pela primeira vez, da 11ª edição da Conferência de Lideranças em Saúde da Mulher, que ocupará um dos espaços mais prestigiados da política brasileira: o Salão Nobre da Câmara dos Deputados. Realizada pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), o evento tem como tema central a regulamentação da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC), a qual garante assistência integral ao paciente oncológico, ampliando o acesso universal e de qualidade ao cuidado da saúde em todas as etapas de sua jornada.
Com apoio da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde das Mulheres e a presença confirmada de sua presidente, a Deputada Federal Renilce Nicodemos, a conferência oferece um espaço de diálogo e mobilização, dando voz às pacientes e reunindo representantes do poder público e sociedade civil para abordar as pautas mais urgentes da saúde feminina. Considerando o fim do prazo legal de regulamentação da PNPCC, e a tramitação de outros projetos de lei na Câmara e no Senado que apoiam a melhoria nas condições de atendimento das mulheres no SUS, “buscamos promover discussões profundas e propor ações concretas para aprimorar a prevenção e o controle do câncer e outras doenças que afetam as mulheres brasileiras. Em nosso país o direito à saúde é universal, mas o acesso ao tratamento do câncer ainda não é. Nesses 18 anos de FEMAMA conquistamos marcos fundamentais, como a Lei dos 30 e 60 dias, mas precisamos encontrar meios para ampliar a detecção precoce e o acesso ao tratamento para pacientes oncológicos”, comenta Maira Caleffi, mastologista, Chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento e Presidente Voluntária da Femama.
Conquistas ao longo dos 18 anos de FEMAMA
Ao longo dos 18 anos de trajetória a FEMAMA obteve importantes conquistas, sendo elas: A implementação do Outubro Rosa no Brasil; A articulação para a aprovação da Lei dos 60 Dias, que determina o início do tratamento de pacientes oncológicos pelo SUS dentro deste prazo; Da Lei da Mamografia, que regulamenta a mamografia a partir dos 40 anos pelo SUS; Da Lei do Registro Compulsório, que torna obrigatória a notificação de casos de câncer nas redes pública e privada de saúde e da Lei dos 30 Dias, que estabelece este como o prazo limite para realização de exames para confirmação de diagnóstico de câncer no SUS.
Sobre a FEMAMA
A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama é uma organização sem fins econômicos que trabalha para reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama em todo o Brasil, lutando por mais acesso a diagnóstico e tratamento ágeis e adequados. Atuando na articulação entre governos e sociedade civil com foco em advocacy, a instituição busca influenciar a formação de políticas públicas que considerem a voz de pacientes oncológicos atendidos pelas mais de 70 instituições que constituem sua rede de associadas em todo o país. Conheça o trabalho da FEMAMA aqui.
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Ciência com alma: MS humaniza perícia para proteger mulheres e garantir punição de agressores
De “Salas Lilás” no interior ao sucesso do IMOL na Casa da Mulher Brasileira, Estado investe em tecnologia e acolhimento para que a prova técnica não signifique dor para a vítima.
Muitas vezes, a justiça começa onde os olhos não alcançam: no detalhe de uma mensagem apagada, em um vestígio de DNA ou na análise precisa de um médico-legista. Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Científica elevou o patamar da produção de provas, provando que é possível ser tecnicamente impecável e, ao mesmo tempo, profundamente humano.
O foco é claro: combater o feminicídio e a violência doméstica com rigor científico, mas garantindo que a mulher não precise percorrer uma “via-crúcis” para ter seus direitos assegurados.
O fim da “peregrinação”: Tudo no mesmo lugar
Um dos maiores avanços do estado é a integração. Em Campo Grande, a seção do IMOL dentro da Casa da Mulher Brasileira completou três anos com números que impressionam. Em 2025, foram mais de 1.500 atendimentos realizados no mesmo espaço onde a mulher recebe apoio jurídico e psicológico.
O resultado? Menos deslocamento, menos burocracia e um atendimento muito mais rápido entre o fato e a coleta da prova.
Interiorização do Acolhimento: Salas Lilás e Projeto Acalento
A estratégia de humanização não fica restrita à capital:
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Dourados: O Projeto Acalento (parceria com a UFGD) une saúde e perícia em um único fluxo.
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Amambai: A nova Sala Lilás oferece um ambiente reservado e acolhedor, reduzindo o impacto psicológico antes do exame.
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Bataguassu: Unidade já passa por adequações para receber estrutura semelhante.
“Nosso trabalho não é só o laudo”
O coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino Junior, resume a nova mentalidade da segurança pública de MS: “Exigimos preparo técnico, mas também sensibilidade. Isso garante a qualidade da prova e evita a revitimização”.
Além da infraestrutura, o Governo investe na capacitação contínua dos servidores do IMOL em todo o estado, preparando-os para lidar com as nuances dos casos de violência de gênero, onde muitas vezes o silêncio da vítima é preenchido pela voz da ciência
