SAÚDE
Secretaria de Saúde realiza Dia D de Prevenção ao Câncer de Boca
SAÚDE
A SES (Secretaria de Saúde do Estado), em parceria com o CRO/MS (Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul) e a UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul), realiza entre esta segunda-feira (6) e terça (7) a Semana de Prevenção ao Câncer Bucal, em Campo Grande.
A Semana de Prevenção ao Câncer Bucal tem o objetivo de promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral aos portadores de câncer bucal, apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol do controle da doença e difundir os avanços técnico-científicos relacionados ao câncer bucal.
Conforme a coordenadora de Saúde Bucal da SES, Giovana Soares Buzinaro, o evento visa estimular ações preventivas e campanhas educativas relacionadas ao câncer bucal, além de dar início ao processo de construção da linha de cuidado.
“Neste ano o evento apresenta como principal finalidade reunir os coordenadores de saúde bucal do Estado para discussão sobre os fluxos e procedimentos envolvidos no diagnóstico e tratamento do câncer bucal e agregar especialistas, gestão e assistência com o objetivo de construir a linha de cuidado do câncer bucal no Estado”, pontuou.
A abertura da ação será no dia 6 de novembro, na sede do CRO/MS, com palestras relacionadas ao tema e no dia 7 de novembro acontece no Auditório do LAC na UFMS, o ‘Dia D de Prevenção ao Câncer de Boca’ que, além de palestras, contará com uma mesa redonda composta por cirurgiões-dentistas que atuam na atenção primária, especialistas, professores e gestores com o objetivo de debater sobre a situação atual e local do fluxo do diagnóstico do câncer de boca.
As inscrições podem ser feitas através do link: https://www.saude.ms.gov.br/
Serviço
O CRO/MS está localizado a avenida Desembargador Leão Neto do Carmo, 1.812 – Jardim Veraneio. Já o auditório do LAC está localizado na Cidade Universitária da UFMS, a avenida Costa e Silva – Pioneiros.

Câncer bucal
O câncer bucal, também conhecido como câncer de lábio e cavidade oral, é um tumor maligno que afeta os lábios e as estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca – palato, língua – principalmente as bordas – e a região embaixo da língua – assoalho da boca. É o quinto tumor mais frequente em homens no Brasil, sendo que a maioria dos casos são diagnosticados em estágios mais avançados.
Conforme dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), para o ano de 2023 a estimativa de incidência de câncer da cavidade oral no Brasil, por 100 mil habitantes, é de 10.900 casos da doença em homens e 4.200 em mulheres. Em Mato Grosso do Sul, a estimativa é de 180 novos casos, sendo 130 entre homens e 50 entre as mulheres, por 100 mil habitantes.
Entre os fatores de risco estão a exposição solar sem proteção, o uso de álcool, tabaco, excesso de gordura corporal, infecção pelo HPV, contato com herbicidas, produtos químicos e pesticidas. A Semana de Prevenção ao Câncer Bucal foi instituída pela Lei Estadual nº 4.042, de 08 de junho de 2011, e pela Lei Federal nº 13.230, de 28 de dezembro de 2015.
Sintomas
Os principais sintomas do câncer de boca são o aparecimento de feridas na boca que não apresentam dor e que não cicatrizam dentro de 15 dias. Entre ouros sintomas estão manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na mucosa bucal ou lábios e dificuldades para falar, mastigar ou engolir.
Prevenção
A higiene bucal é uma das principais formas de prevenir o câncer de boca, além disso, manter hábitos alimentares saudáveis com ingestão de frutas e legumes, evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco, evitar exposição solar sem proteção, estar atento a mudanças na coloração ou no aspecto da boca e acompanhamento odontológico periódico são essenciais para evitar a doença.
Em caso de qualquer alteração como feridas, manchas ou inchaço na cavidade bucal, procure atendimento odontológico.
Kamilla Ratier, Comunicação SES
SAÚDE
Nova arquitetura e conceito: Governo apresenta aos deputados expansão da infra e desafios da saúde em MS
A nova arquitetura da saúde regional, com avanços na regionalização da atenção hospitalar de Mato Grosso do Sul, uma das prioridades do Governo do Estado, com melhorias na entrega final, que vai beneficiar a população nos 79 municípios, bem como a proposta de uma PPP (Parceria Público Privada) no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), foram apresentadas aos deputados estaduais na manhã desta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa, pelo governador Eduardo Riedel e pelos secretários Maurício Simões (Saúde) e Eliane Detoni (Parcerias Estratégicas).
“Este é um momento da maior importância para nivelar o conhecimento, tirar as dúvidas, pois algumas informações divulgadas não estão vinculadas aos fatos. O projeto foi estudado com muito critério, estamos há dois anos mergulhados com todos os indicadores desse processo para nos dar subsídio, para poder construí-lo. A gente acredita que esse conhecimento deu o embasamento para o projeto”, explicou o governador, ao detalhar planos e especificidades das melhorias na saúde pública estadual.
Para melhorar a situação hospitalar atual, com foco no crescimento da demanda futura, o Governo do Estado estabelece um “novo cinturão da saúde”, levando em consideração a capacidade de atendimento de cada unidade – média e alta complexidade. O objetivo principal é a melhoria do serviço prestado ao cidadão.
“A atenção hospitalar é parte da assistência à saúde. Mas é uma parte muito importante e que nós temos carência de leitos, principalmente hospitalares de alta complexidade. E ali é que entra, então, a parceria público-privada do hospital. E tudo começou com o plano diretor de regionalização da saúde no Estado. Nós procuramos considerar inúmeros indicadores de cada município e região, para que a gente pudesse acompanhar as mais fortalecidas”, explicou Simões.
A PPP do HRMS, que faz parte do projeto de regionalização da atenção hospitalar no Estado, prevê a expansão da infraestrutura com impacto direto nos indicadores de saúde, principalmente o aumento na produtividade com previsão de crescimento de 96% das internações, que podem passar de 1,4 mil para mais de 2,7 mil por mês. Também existe a expectativa de economia de 35% por internação, além de aumento de leitos que vão passar de 362 para 577.
“O que a gente pretende sempre é melhorar a prestação de serviço público para o cidadão e, nesse caso, para que a gente consiga manter um atendimento 100% SUS, gratuito e universal. Então, é bom a gente deixar claro que o Hospital Regional, ele se mantém gratuito”, disse a secretária especial de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni.
Todos os serviços não assistenciais, chamados de “bata cinza” serão executados pelo futuro parceiro privado, como nutrição, limpeza, lavanderia, manutenção predial, e tudo que envolve o funcionamento físico e estrutural do hospital – apoio médico, administrativo, fornecimento de insumos, recepção, portaria, entre outros.
“Nosso desafio é planejar uma estratégia hospitalar hierarquizada e regionalizada para o estado de Mato Grosso do Sul. E isso é resultado da complexa interação de processos econômicos, políticos e sociais. E a gente fez isso sem esquecer que o Estado está passando uma Rota Bioceânica e Rota da Celulose, dois processos de desenvolvimento muito importantes”, disse o secretário da SES (Secretaria de Estado de Saúde.
Além de terem oportunidades de tirarem dúvidas sobre o projeto de regionalização e também sobre a PPP do HRMS, os parlamentares destacaram a competência do projeto apresentado, e elogiaram o modelo de atenção à saúde proposto com vista na melhoria do serviço prestado ao usuário.
“Momento importante para os deputados apreciarem a proposta, fizemos essa proposição ao Executivo e hoje agradecemos a apresentação. Entendemos que é um projeto estruturado e muito bem estudado, com critérios”, disse o presidente da ALEMS, Gerson Claro.
Macrorregiões
Como parte do projeto de regionalização, as macrorregiões do Cone Sul – Hospital Regional de Dourados -, Costa Leste – Hospital Regional Magid Thomé (Três Lagoas) – e do Pantanal – onde será construído um hospital em Corumbá -, além de Ponta Porã e Campo Grande, também terão serviços e leitos expandidos nos próximos anos, intensificando oferta de cirurgias e exames de média e alta complexidade.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende
ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens da reunião com os deputados


