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LIBEROU GERAL: Decreto em MS libera realização de eventos e festas em clubes
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Medida permite realização de eventos que estavam proibidos no Estado, devido à pandemia da Covid-19
A SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) liberou por meio de decreto, a realização de eventos, reuniões e festividades em clubes, salões, centros esportivos e afins, que antes estavam proibidas devido à pandemia da Covid-19. As medidas terão validade a partir de 23 de agosto.
De acordo com a publicação no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (20), o decreto de hoje altera as medidas restritivas publicadas em 31 de março, voltadas ao enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do coronavírus no território de Mato Grosso do Sul.
No decreto anterior, a realização de eventos, reuniões e festividades em clubes, salões, centros esportivos e afins, com participação de mais de 50 pessoas e sem o distanciamento social mínimo de 1,5 m estava proibida. Porém, para realização dos eventos, é preciso que o local mantenha os protocolos de biossegurança e cumpra as medidas de distanciamento.
Com a vacinação contra a Covid-19 está em avanço no Estado e o número de mortes, casos de internação e contágio, caíram, conforme a SES-MS. O governo estadual também revoga outros dois decretos, que instituíam o toque de recolher.
De acordo com boletim epidemiológico do coronavírus divulgado ontem (19) pela Secretaria, Mato Grosso do Sul já soma 364.563 casos confirmados de Covid-19, com 375 novos registros. Foram mais 11 mortes e MS tem uma média móvel de 416,1 casos de covid e 14,1 mortes diárias.
Com os novos óbitos, o total de vítimas fatais em MS chega a 9.224 mortes desde o início da pandemia. As novas mortes foram registradas nas seguintes cidades: Campo Grande (7), Três Lagoas (2), Costa Rica (1) e Paraíso das Águas (1). Entre os óbitos, seis eram de idosos.
A SES também destacou que MS já contabiliza um total de 1.022.044 casos notificados, dos quais 653.470 foram descartados. Há 476 testes em análise no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) e 3.535 casos sem encerramento pelos municípios.
Os novos casos trazem Campo Grande à frente, com 211 novos casos, seguida por Três Lagoas (26), Dourados (24), Ribas do Rio Pardo (11), Corumbá (10), Maracaju (9), Coxim (8), Paranaíba (8), Iguatemi (7), entre outros.
CREDITO: MIDIAMAX
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Cidadania sem barreiras: Posto do Pátio Central vira referência nacional no atendimento a autistas
Emissão de documento parece burocracia, mas para uma pessoa com autismo e sua família, o ambiente de um posto de identificação pode ser um campo de batalha sensorial: luzes fortes, barulho, filas e o toque da biometria. No coração de Campo Grande, o Governo de MS decidiu mudar essa regra.
O posto do Pátio Central, que lidera o volume de emissões no Estado (com mais de 134 mil documentos expedidos), celebra o sucesso da sala “Posto Amigo do Autista”. O resultado? Quase 20% de todas as Carteiras de Identidade Nacional (CIN) com símbolo de TEA em Mato Grosso do Sul saíram de lá.
Inclusão que vai além da placa na porta
O projeto não foi apenas “colocar um adesivo”. Com um investimento de R$ 82 mil via Sejusp, a estrutura foi desenhada para o que realmente importa:
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Conforto Sensorial: Isolamento acústico e iluminação reduzida para evitar crises.
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Previsibilidade: Recursos táteis e ambiente controlado para que o atendimento flua sem ansiedade.
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Capacitação Humana: Servidores treinados para entender as particularidades do espectro, garantindo que a coleta da biometria seja concluída com sucesso.
O fim das remarcações
Antes da sala adaptada, era comum que atendimentos para pessoas com TEA precisassem ser remarcados ou feitos em domicílio devido ao estresse do ambiente. Hoje, essas situações tornaram-se exceção.
“A emissão de um documento representa pertencimento e acesso a direitos. Quando o Estado adapta o serviço à realidade do cidadão, ele está garantindo o exercício pleno da cidadania”, destaca a gestão da Polícia Científica.
MS na vanguarda da Identificação
Com mais de 13 mil documentos emitidos em MS com algum tipo de identificação de deficiência, o TEA lidera as solicitações. O modelo do Pátio Central prova que eficiência (500 atendimentos/dia) pode — e deve — caminhar junto com a humanização.
