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Conselho Nacional do Turismo debate Plano para o setor e empossa novos conselheiros
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Sebrae é uma das instituições integrantes do Conselho e defende o setor do turismo como um dos mais estratégicos para a inclusão social no país
Por Redação
O Conselho Nacional do Turismo realizou, neste sábado, dentro do Salão do Turismo que acontece em Brasília, a reunião que deu posse aos novos integrantes e debateu diversos temas, entre eles o Plano Nacional 2024-2027 para o setor. O Plano é o instrumento que define diretrizes e estratégias que orientam as ações do poder público com o objetivo de desenvolver a atividade no país.
O Conselho é composto por representantes do governo federal, do trade e do Congresso Nacional. Ao todo, 88 entidades estão representadas. O Sebrae, que é membro do órgão colegiado, participou do encontro e pôde dialogar com os outros participantes sobre as pautas que foram debatidas. A instituição compreende que o setor é estratégico para a geração de emprego e renda e que tem dado uma contribuição importante para a inclusão social e econômica de milhões de brasileiros. A coordenadora de Turismo do Sebrae, Ana Clévia Guerreiro foi empossada como conselheira substituta e destacou o trabalho realizado pelo Sebrae em favor dos pequenos negócios que integram essa cadeia produtiva. “O Sebrae é uma das instituições que mais atua para estruturação de produtos turísticos e sua presença aqui mostra isso”, comemora.
A coordenadora destacou o significado do novo momento vivido pelo Conselho. “Foram apresentadas as metas, as diretrizes e as tendências do Plano Nacional e elas são convergentes com a atuação do Sebrae no turismo. Significa dizer que nós também temos interesse no Plano porque ele contempla um conjunto de ações que têm relação direta com o universo das micro e pequenas empresas e com a nossa missão”, acrescentou.
Conduzindo a reunião do Conselho e representando o Ministério do Turismo (MTur), o secretário de Planejamento, Sustentabilidade e Competitividade do MTur, Milton Zuanazzi, também destacou a participação do Sebrae. “O Sebrae tem uma capilarização importante no país, trabalha em ambientes interioranos, onde muitas vezes temos dificuldade de acessar. Possui técnicos qualificados para colaborar, então essa parceria sempre foi muito importante e vai continuar sendo.”
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Cidadania sem barreiras: Posto do Pátio Central vira referência nacional no atendimento a autistas
Emissão de documento parece burocracia, mas para uma pessoa com autismo e sua família, o ambiente de um posto de identificação pode ser um campo de batalha sensorial: luzes fortes, barulho, filas e o toque da biometria. No coração de Campo Grande, o Governo de MS decidiu mudar essa regra.
O posto do Pátio Central, que lidera o volume de emissões no Estado (com mais de 134 mil documentos expedidos), celebra o sucesso da sala “Posto Amigo do Autista”. O resultado? Quase 20% de todas as Carteiras de Identidade Nacional (CIN) com símbolo de TEA em Mato Grosso do Sul saíram de lá.
Inclusão que vai além da placa na porta
O projeto não foi apenas “colocar um adesivo”. Com um investimento de R$ 82 mil via Sejusp, a estrutura foi desenhada para o que realmente importa:
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Conforto Sensorial: Isolamento acústico e iluminação reduzida para evitar crises.
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Previsibilidade: Recursos táteis e ambiente controlado para que o atendimento flua sem ansiedade.
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Capacitação Humana: Servidores treinados para entender as particularidades do espectro, garantindo que a coleta da biometria seja concluída com sucesso.
O fim das remarcações
Antes da sala adaptada, era comum que atendimentos para pessoas com TEA precisassem ser remarcados ou feitos em domicílio devido ao estresse do ambiente. Hoje, essas situações tornaram-se exceção.
“A emissão de um documento representa pertencimento e acesso a direitos. Quando o Estado adapta o serviço à realidade do cidadão, ele está garantindo o exercício pleno da cidadania”, destaca a gestão da Polícia Científica.
MS na vanguarda da Identificação
Com mais de 13 mil documentos emitidos em MS com algum tipo de identificação de deficiência, o TEA lidera as solicitações. O modelo do Pátio Central prova que eficiência (500 atendimentos/dia) pode — e deve — caminhar junto com a humanização.
