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Artesãos criam peças em cerâmica representando peixes do Bioparque; obras estão em exposição no local

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Difundir a cultura da cerâmica no Mato Grosso do Sul é o objetivo do projeto “Encontro da Cerâmica nas Águas do Pantanal”, financiado pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC). As peças foram produzidas a partir de uma pesquisa realizada no Bioparque Pantanal e representam peixes que fazem parte do plantel.

Arraia, pintado, cachara, piraputanga e dourado dourado são algumas das espécies que serviram de inspiração para os artistas de Campo Grande, Aquidauana, Rio Verde e Coxim. As peças foram entregues ao Bioparque Pantanal e poderão ser apreciadas por visitantes do mundo inteiro.

Heriberto se encantou com a riqueza de detalhes das peças. Foto: Eduardo Coutinho

Representando a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, o biólogo curador do empreendimento, Heriberto Gimenês Junior, recebeu as obras que serão expostas no maior aquário de água doce do mundo. “Fiquei encantado com a riqueza de detalhes das peças. Eu, que sou biólogo e ictiólogo, trabalho diariamente com os animais daqui, reconheci a fiel representação taxonômica dos peixes. Tenho certeza de que será uma ferramenta poderosa, não só na parte cultural, mas também para a educação ambiental”.

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Peças foram inspiradas em peixes do Bioparque Pantanal. Foto: Eduardo Coutinho

Andrea Lacet, artesã e ceramista, explicou que foi feita uma releitura das águas e espécimes do Pantanal. “Tudo foi inspirado e pesquisado no Bioparque, e nossa intenção é que essa história seja contada aqui também”, afirmou.

Uma das peças em exposição no ponto turístico foi feita por Lacet e se chama “Encantada”. Segundo ela, a escultura de uma mulher com uma piraputanga nas costas simboliza todas as questões relacionadas aos rios, com elementos como a terra, as águas, o peixe e a folha do camalote.

A entrega das obras de arte foi realizada nesta quarta-feira (14), no Centro de Convenções do Bioparque Pantanal. O local é aberto ao público de terça a sábado, com agendamento prévio pelo site https://agendamentobioparquepantanal.ms.gov.br/.

Rosana Moura, Bioparque Pantanal
Fotos: Eduardo Coutinho

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Bioparque Pantanal sedia congresso nacional sobre conservação e sustentabilidade ambiental

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O governador Eduardo Riedel participou, nesta terça-feira (26), da abertura do 49º Congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), realizado no Bioparque Pantanal, em Campo Grande. Durante o evento, o chefe do Executivo estadual destacou que Mato Grosso do Sul mantém uma política que alinha o crescimento econômico à preservação da fauna e da flora locais.

Em seu pronunciamento, Riedel enfatizou a importância de debater a conservação ao lado do desenvolvimento sustentável, citando o Pantanal como exemplo de bioma que conta com legislações específicas para sua proteção. Segundo o governador, o estado demonstra que as cadeias produtivas e a sustentabilidade podem coexistir de forma equilibrada.

Detalhes do Evento e Programação

O congresso acontece entre os dias 26 e 30 de maio, trazendo como tema central “Um mergulho na conservação – ciência, sociedade e meio ambiente”. Realizado anualmente desde 1977, o encontro atrai pesquisadores, acadêmicos e profissionais das áreas de Biologia, Medicina Veterinária e Zootecnia.

O objetivo do evento é promover o intercâmbio técnico-científico, a divulgação de pesquisas e a discussão de metodologias voltadas ao manejo de fauna e conservação da biodiversidade. A programação deste ano conta com seis minicursos focados na qualificação técnica, abordando temas que vão desde a comunicação e fotografia técnica até o manejo de animais silvestres.

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A diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, e a presidente da AZAB, Mara Cristina Marques, reforçaram o papel do evento como um espaço de cooperação coletiva e a relevância de trazer o debate, pela primeira vez, para o Mato Grosso do Sul.

O Papel Científico do Bioparque Pantanal

Além de funcionar como ponto turístico, o Bioparque Pantanal se consolidou como um centro de pesquisa e educação ambiental. Atualmente, o local detém o maior banco genético vivo de água doce do mundo e é a única instituição a registrar a reprodução de mais de 100 espécies diferentes em cativeiro, sendo 32 delas nativas do Pantanal.

De acordo com o governo estadual, o espaço recebe regularmente estudantes da rede pública de ensino, integrando a comunidade escolar às investigações científicas conduzidas na instituição.

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