CIDADES
Fundect e Capes fortalecem pós-graduação em Mato Grosso do Sul com recurso de R$ 16,8 milhões
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Com foco em Bioeconomia, Biotecnologia e Biodiversidade, quatro grandes projetos de Mato Grosso do Sul vão receber R$16,8 milhões de uma parceria para a concessão de bolsas de pós-graduação entre o Governo do Estado, via Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
Os recursos são provenientes da Rede de Pesquisa e Desenvolvimento da Região Centro-Oeste, Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) – Parcerias Estratégicas nos Estados IV.
Do investimento total, R$11,8 milhões serão destinados à concessão de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, financiados pela Capes, e R$5 milhões disponibilizados pela Fundect, para o custeio e fortalecimento dos PPGs. Cada um dos quatro projetos financiados pela Fundação receberá R$ 1,2 milhão para a execução de suas atividades.
São eles:
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BioDiversa Centro-Oeste: Rede de Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável da Região Centro-Oeste
Coordenação: Amanda Cristina Danaga
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS)
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Sistemas agropecuários de baixo carbono para o Cerrado e Pantanal
Coordenação: Rafael Henrique de Tonissi e Buschinelli de Goes
Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
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Desenvolvimento de bioinsumos e bioeconomia com foco na pecuária: controle de infecções e protetores da resposta imune para o estímulo ao ganho de massa e melhoria de proteína animal
Coordenação: Cristiano Marcelo Espinola Carvalho
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)
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Bioeconomia para a bioprospecção, produção de bioprodutos e bioinsumos e serviços ecossistêmicos na região Centro-Oeste
Coordenação: Reinado Farias Paiva de Lucena
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Aprovados pela Capes, os projetos foram apresentados na terça-feira (8), durante o Seminário Marco Zero, realizado na sede da Capes, em Brasília (DF).
O evento reuniu representantes e pesquisadores das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, que demonstraram suas metodologias, objetivos e impactos esperados com as propostas.
A Fundect foi representada na abertura do evento pelo diretor-presidente e vice-presidente do Confap (Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa), Márcio de Araújo Pereira; o diretor-científico, Nalvo Franco; e a Gerente de Bolsas, Adriana Oliveira Araújo.
O diretor-presidente destacou a relevância do PDPG para o fortalecimento da pesquisa científica no Centro-Oeste.
“O PDPG Centro-Oeste é de extrema importância, pois apoia projetos muito bem estruturados, com um olhar especial para as necessidades dos estados da região. Estamos aqui para contribuir com a entrega de soluções à sociedade. A Fundect continuará investindo em Ciência, Tecnologia e Inovação para Mato Grosso do Sul, especialmente com o incentivo e a parceria de instituições como a Capes”, frisou Márcio.
Denise Pires de Carvalho, presidente da Capes, também reforçou o compromisso da agência com o desenvolvimento regional e o avanço das pesquisas nas áreas estratégicas.
“Considero que essa primeira Rede não é pioneira apenas pelo formato, modelo de gestão e organização, mas também pela atuação da Capes como agência de fomento, por meio de seus Programas de Pós-graduação, promovendo o que é relevante na ponta, conforme definido pela sociedade em parceria com as FAPs. Nossos eixos estratégicos, como a Bioeconomia, Biotecnologia e Biodiversidade, são áreas essenciais que posicionam o Brasil no cenário global do século XXI, a Era do Conhecimento”, reforçou.
O evento oportunizou que os pesquisadores apresentassem seus trabalhos e trocassem experiências com colegas de outras universidades, ampliando o diálogo e a colaboração científica e tecnológica.
“Estamos empenhados há mais de um ano na construção de uma Rede que possibilite o progresso da pesquisa em todo o Centro-Oeste. A ideia é criar vários grupos de pesquisa e uma grande rede que impulsione a produção científica na região”, explica o pesquisador da UCDB, Cristiano Marcelo Espinola Carvalho.
“Destaco a importância da Rede Centro-Oeste em abordar temas fundamentais para a região, como a nossa sociobiodiversidade, os biomas e a sustentabilidade. Também ressalto o apoio das Fundações de Amparo nessa Rede, especialmente da Fundect, que tem dado suporte tanto aos projetos da Rede quanto da UEMS”, fala a coordenadora do projeto da UEMS, Amanda Cristina Danaga.
“A Rede insere as universidades em um contexto mais amplo no Centro-Oeste, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento e a criação de pesquisas multidisciplinares. Isso proporciona o fortalecimento do conhecimento dentro das instituições, e, a partir disso, levarmos os resultados para além dos muros acadêmicos”, apresentou o professor da UFGD, Rafael Henrique de Tonissi.
“A Rede possibilita a troca de conhecimento com outros estados e seus pesquisadores, o que é fundamental para o desenvolvimento de nossas pesquisas e para contribuir com o progresso do Centro-Oeste”, informou o docente da UFMS, Reinado Farias Paiva de Lucena.
A abertura do Seminário Marco Zero e apresentação dos projetos pode ser conferida aqui.
A cobertura fotográfica do evento está disponível neste link.
Larissa Adami, Comunicação Fundect
Fotos: Larissa Adami e Julia Prado/CGCOM/Capes
CIDADES
Bioparque Pantanal sedia congresso nacional sobre conservação e sustentabilidade ambiental
O governador Eduardo Riedel participou, nesta terça-feira (26), da abertura do 49º Congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), realizado no Bioparque Pantanal, em Campo Grande. Durante o evento, o chefe do Executivo estadual destacou que Mato Grosso do Sul mantém uma política que alinha o crescimento econômico à preservação da fauna e da flora locais.
Em seu pronunciamento, Riedel enfatizou a importância de debater a conservação ao lado do desenvolvimento sustentável, citando o Pantanal como exemplo de bioma que conta com legislações específicas para sua proteção. Segundo o governador, o estado demonstra que as cadeias produtivas e a sustentabilidade podem coexistir de forma equilibrada.
Detalhes do Evento e Programação
O congresso acontece entre os dias 26 e 30 de maio, trazendo como tema central “Um mergulho na conservação – ciência, sociedade e meio ambiente”. Realizado anualmente desde 1977, o encontro atrai pesquisadores, acadêmicos e profissionais das áreas de Biologia, Medicina Veterinária e Zootecnia.
O objetivo do evento é promover o intercâmbio técnico-científico, a divulgação de pesquisas e a discussão de metodologias voltadas ao manejo de fauna e conservação da biodiversidade. A programação deste ano conta com seis minicursos focados na qualificação técnica, abordando temas que vão desde a comunicação e fotografia técnica até o manejo de animais silvestres.
A diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, e a presidente da AZAB, Mara Cristina Marques, reforçaram o papel do evento como um espaço de cooperação coletiva e a relevância de trazer o debate, pela primeira vez, para o Mato Grosso do Sul.
O Papel Científico do Bioparque Pantanal
Além de funcionar como ponto turístico, o Bioparque Pantanal se consolidou como um centro de pesquisa e educação ambiental. Atualmente, o local detém o maior banco genético vivo de água doce do mundo e é a única instituição a registrar a reprodução de mais de 100 espécies diferentes em cativeiro, sendo 32 delas nativas do Pantanal.
De acordo com o governo estadual, o espaço recebe regularmente estudantes da rede pública de ensino, integrando a comunidade escolar às investigações científicas conduzidas na instituição.
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