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Jeitinho brasileiro na política e no dia a dia

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JEITINHO: Existe em todos os níveis da gestão pública. A Câmara de Campo Grande não é exceção. Alterada a lei, o vereador terá mais opções de se licenciar para ocupar cargos na prefeitura. Antes só podia sair para ocupar uma secretaria e agora terá mais opções de novos cargos.  Abriu-se a porta para suplentes assumirem acomodando interesses políticos. É o efeito dominó.  

DEFINIÇÃO: “…O jeitinho é sempre uma forma “especial” de se resolver algum problema ou situação difícil ou proibida; ou uma solução criativa para alguma emergência, seja sob a forma de conciliação, esperteza ou habilidade…( ) “Conceito de Lívia Barbosa em “O jeitinho brasileiro: a arte de ser mais igual que os outros”. 

SANTO REMÉDIO: Conclui-se que o uso do jeitinho é uma solução pratica na administração pública, um recurso flexível com poder para se resolver problemas respeitando regras e normas.  No caso da Câmara Municipal da capital, essa engenhosa e criativa manobra não trouxe qualquer tipo de prejuízos a quem quer que seja.  

OUTROS ASPECTOS:  O estrangeiro critica a pratica do ‘jeitinho’, incorporada ao nosso cotidiano para sanar problemas resultantes as vezes da lei complexa.  Coisa nossa que só nós entendemos.  É que no Brasil, nem sempre dois mais dois resulta em quatro na administração pública, uma máquina fabulosa de gerar estresse em todos nós. 

OPINIÃO:  “O jeitinho brasileiro se estende para além das fronteiras públicas. Está impregnado na engenharia social. E durante a trajetória social ocorrem muitos desvios de conduta, seja pelo simples furar de fila, seja pela assinatura da lista de chamada no lugar do amigo que faltou, seja pela mentira para se evitar um mal maior”. (Digécio R. de Souza) 

‘O BEM AMADO’: Benevolente com os ricos. Essa definição de nossa justiça cai como uma luva no caso do ex-presidente Collor condenado a 8 anos e 4 meses por corrupção. Mas o ‘Caçador de Marajás’, poderá continuar livre com sua soberba ariana enquanto o STF decide os novos embargos.  Nada como ter ‘aquilo roxo’

KRUG  CANDIDATO:  Bem avaliado, o prefeito João C. Krug (Chapadão do Sul) será candidato a deputado estadual em 2026. Em 2006 ele disputou e quase chegou a 11 mil votos. Agora, com o colégio eleitoral atual de 22 mil votos e adotando um discurso regional, Krug tem chances. Ele é engenheiro agrônomo e vem de família tradicional de agricultores.  

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PATRULHAMENTO: A bola da vez é o cantor Roberto Carlos. Nas redes sociais é acusado pela esquerda de ter sido simpático ao Regime Militar. Ele aparece na trilha do filme ‘Ainda estou aqui’, o que deve ter despertado a imaginação desse pessoal que tem pouco a fazer. Ora! O Rei, ficou na zona cinzenta cantando e sem se expor. Direito seu!

FAZ PARTE:  O deputado Zeca do PT insiste que o legislativo é o local para o debate de ideias. Sem os debates o clima fica morno, cheira mal.  Portanto, os excessos no debate entre os deputados Kemp (PT) e coronel Davi (PL) a respeito do bloqueio de rodovias por indígenas, são creditados apenas ao emocional dos debatedores.  

FELIZ DA VIDA:Vitorioso nestas eleições de Dourados, o deputado Zé Teixeira não esconde seu otimismo quanto as possibilidades de sucesso da gestão de Marçal Filho. Ele lembra que todos os fatores convergem para o êxito; o apoio da população, da Câmara Municipal, Governo Estadual, Assembleia Legislativa e parlamentares federais.

BOM NEGÓCIO:  Não se sabe quanto ele gastou para obter 1.663 votos, mas no frigir dos ovos o ex-candidato a governador Adonis Marcos saiu recompensado com a ‘boca’ no governo ganhando R$ 12 mil mensais. Ele deixou o radical PSOL para se filiar ao light Cidadania. Todo homem tem seu preço. Alguns até parcelam no cartão. 

TUDO EM PAZ! Falou mais alto o bom senso aliado a maturidade. Repercutindo positivamente o consenso registrado no Tribunal de Contas ao definir o conselheiro Flavio Kayatt como candidato a presidente, o conselheiro Jerson Domingos como vice- presidente e o conselheiro Marcio Monteiro na Corregedoria para o biênio 2025/2027.

NO TETO: Para observadores na Assembleia o PT bateu no teto por vários fatores: a concentração de poderes nas mãos dos mesmos dirigentes e a teimosia do velho discurso numa sociedade conservador. Já se pergunta: quem teria musculatura política para suceder a Zeca do PT? Afinal ninguém é de ferro e ele não é mais criança. De leve… 

RADIOGRAFIA: Aqui, os políticos do centro moderado e da direita vão se juntar por força dos acordos nacionais. Para a senadora Tereza Cristina é conveniente caminhar com o grupo do ex-governador Reinaldo, tido como futuro ‘senador de todos’, cabendo a segunda vaga para Nelsinho Trad – hoje afinado com Reinaldo e a senadora.  Entre eles há mais identidade do que divergências. 

RIEDEL & FUTURO: Tem gente delirando ao apostar na candidatura do governador ao Senado e assim abrir espaço para Reinaldo voltar ao Governo. Riedel tem autocritica e sabe o roteiro da vida pública a seguir. Como diz o caipira: nada de inventar moda. Todos os candidatos que se aproveitarem do vácuo de Riedel serão beneficiados.

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NO VÁCUO:  Candidatos fortes ao Governo beneficiam candidatos na proporcional. Foi assim com Pedro Pedrossian e de Wilson B. Martins. Alguns candidatos – tidos como fracos – acabaram eleitos ao associarem a sua imagem ao candidato majoritário. Mas eleitos, viraram ‘bolhas de sabão’. Desapareceram em pouco tempo.  

LUZ PRÓPRIA?  Qual o papel da prefeita Adriane Lopes no cenário e especialmente nas eleições de 2026? Já se questiona qual seria a base do grupo político de Adriane?  Até quando ela continuaria apensada e dependente da senadora Tereza Cristina e do governador Riedel para viabilizar seus projetos e conseguir recursos? 

REFLEXÃO: O União Brasil já tem seu pré-candidato ao Planalto e isso pesa no futuro do partido em nosso Estado. Há sim um aceno para Rose Modesto integrar o Governo, mas esse não seria o momento de decidir. No evento com os companheiros nesta quinta, Rose, Murilo Zauith, os deputados Hashioka e Rinaldo falaram no mesmo tom sobre as eleições passadas e o futuro da agremiação.   

‘BRECHÓ’:   Pasmem! No facebook ‘pastores’ vendem as botas de Judas, a taça da ‘ultima ceia’, o cajado de Abrão, a maça mordida por Adão e Eva, tabuas da ‘Arca de Noé’; galão de água do Dilúvio; botijão de gás eterno (nunca acaba); terreno no céu e aparelho ‘Wi Fi Celestial’ (nunca cai). O Deus destas igrejas olha mais para o pastor do que para as ovelhas. Como diria Galvão Bueno: “Pode isso Arnaldo? ”   

 

PILULATAS DIGITAIS:  

 

Deus, me dê a chance de te mostrar que o dinheiro não vai me modificar. 

Como serão as relações entre a prefeita Adriane e ex-prefeito Marcos Trad?

Não é que o crime não compensa. É que, quando compensa, muda de nome. (Millôr)

Justa causa: mandado em embora porque cantava no trabalho. Desde então ninguém aguenta o silêncio. (José Resende Junior)

A questão agora é se o punhal mata o golpismo ou se corta a próxima pizza. (Gabriel Priolli)

Ter o Carrefour como grande derrotado é revelador das nossas ambições. (Mario Sabino)

Jeitinho brasileiro é a arte de ziguezaguear entre o certo e o errado. (Sir Hob)

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COLUNISTA

OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA

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OPINIÃO:  Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.

DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)

CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.

QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.

É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.

‘CALMA’:  Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol.  A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.

NA LISTA:  Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja –  cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.

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GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.

‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.

APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.

APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.

APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.

ELES VEM AÍ:  O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?

‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos.  O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.

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EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.

ALERTA:  A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.

O RIO FEDE!  Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.

PILULAS DIGITAIS:

 “Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)

A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?

“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)

“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)

“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)

 “Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)

“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)

“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.

“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)

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