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Qual dos fatores decidirá as eleições na capital?

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ROMARIAS: Frequentes na Assembleia Legislativa. Políticos do interior em busca de apoio eleitoral. De Amambai (25 mil eleitores) foram duas comitivas nos últimos dias. Lá, o embate inclui os votos da população de 10 mil índios em 3 aldeias que abrigam mais de 50 templos religiosos e apresentam alto índice de alcoolismo. Haja cachaça!

BOM SENSO:  O ex-deputado Gandi Jamil (PDT) reconheceu como justa e natural a derrota que sofreu para Pedro Pedrossian (PTB) em 1990 ao Governo Estadual. 417.589 votos (59,39% contra 217. 289 votos (30,19%) (68.304 votos (9,71%) para Manoel Bronze (PT). Afirmação feita no saguão da Assembleia Legislativa, que ele presidiu em 1985/86.

RELIGIÃO:  Para Karl Max o homem se ilude inventando um mundo imaginário para redimir a miséria da vida. Ela age como anestésico aos sofrimentos, justificando assim o cognome de “ópio do povo”. Mas antes de 1843, Kant, Moses Hess e Feuerbach  já  tinham denunciado essa associação política e social da religião com o sofrimento.

CRESCIMENTO: É visível a contaminação da religião na política e não será diferente nestas eleições. Os últimos eventos de rua mostraram isso. É a partidarização perigosa  fomentando o discurso e o confronto ‘da moral contra os maus’, fugindo dos objetivos do debate da política e da administração pública. Eleição não é gincana religiosa.

CRITÉRIOS: Os dirigentes partidários têm culpa no cartório. Invertem os critérios na seletiva de seus candidatos a vereança inclusive, cuja missão seria de fiscalizar a gestão municipal. Mas os ‘caciques’ priorizam os detentores dos melhores índices de prestígio e liderança nas igrejas, que até ousam sonhar em fazer das leis a extensão da bíblia.

FRANCAMENTE: Na pratica essa utopia não funciona. Desnecessário citar exemplos locais e nacionais, pois os leitores já detectaram os protagonistas e quais os seus projetos eleitorais. O principal deles é fortalecer a base da pirâmide para dar sustentação às eleições de 2026. Conclusão: a manipulação política da religião vai continuar.

‘TESTE’:  Sugiro ao leitor que façam a avaliação das chances dos chamados pré-candidatos a vereança. Já ouso vaticinar que parte dos bem avaliados mantém alguma relação com igrejas. Evidente, eles usam do conteúdo religioso como um diferencial na argumentação sedutora.  Enfim, cada qual usa sua arma para convencer o eleitor.

ALCIDES BERNAL:  O peso das noites de insônia e do estresse cruel decorrente dos episódios desgastantes e evitáveis que protagonizou desde sua eleição para prefeito é visível. Aos 59 anos de idade, fala-se de sua possível candidatura a vereança (PP)  apoiando a prefeita Adriane. Se eleito, presume-se amadurecido, sem revanchismo.

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‘MAXIMAS’: Perder e ganhar – consequências da política. Perder até faz bem para aprender saborear melhor a vitória e reavaliar a postura e propósitos, sem amargor e mágoa. Quanto ao sucesso, ele não depende só das qualidades do protagonista. Outros componentes e coadjuvantes devem ser levados em conta. Sozinhos não chegamos lá.

GENTE FINA! Os números comprovam o perfil dos nossos representantes na Câmara Federal. Nada menos do que 111 deles (1/5 da Câmara) são alvos de alguma investigação em inquérito ou responde alguma ação penal. Na lista sem distinção de ideologias ou de qualquer discriminação, figuram representantes de 16 partidos.

POLÊMICA: A tal PEC da Privatização das Praias esconde um fato perigoso além da  isenção de taxas da União. Há o risco de criação de mini portos privados nas ilhas e na costa, que podem se tornar portos de embarque e desembarque para tráfico de drogas e armas onde a fiscalização é frágil. O crime organizado é eficiente, estaria de olho nesta possibilidade.

ALERTA: A notícia do dia a dia tem mostrado avanços do crime organizado também na administração pública através de estratégias antes impensáveis. Esse pessoal vai do tráfico de drogas/armas, assaltos, jogos de azar, extorsão, representantes nas casas legislativas e influências denunciadas pelo Ministério Público de São Paulo.

ELEIÇÕES: Impressionante. Todos os dias surgem nomes plantados nos canteiros da sucessão de Campo Grande. Os observadores em dúvida se os critérios adotados pelos caciques partidários estariam em sintonia com a vontade popular.  Efetivamente, o eleitor estaria sendo consultado como deveria? É bom olhar no retrovisor político.

$OCORRO: Outro tipo de ‘romeiros’ nas sessões da Alems. São os servidores, inclusive de categorias que já ganham o teto máximo de salários. O deputado Roberto Hashioka (União Brasil) pediu prudência no atendimento, pois os efeitos das concessões podem ficar incontroláveis, gerar sérios danos aos futuros gestores e à própria economia do estado.

UMA GUERRA!  A opinião pública olhando com outros olhos a batalha pela escolha do substituto do vereador Claudinho Serra (PSDB) na Câmara Municipal da capital. Além da intenção de ‘servir ao povo’, foram reveladas as vantagens do cargo: bons vencimentos, mordomias e o direito de nomear muita gente na casa. Enfim, não há inocentes no reino.

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OBSERVAÇÃO:  Para um respeitado ex-deputado ‘tudo que é demais cansa, fadiga’. Diz que na política não é diferente e aponta as eleições na capital como cenário ideal.    Entende que esse excesso de poder e representatividade do PSDB pode até desaguar no fenômeno de rejeição pelo desejo de mudança ou de contestação como foi com o MDB de Puccinelli em 2012. Como dizia aquele coronel na tevê: “Isso é relativo! ”

DO ELEITOR:  “Quais fatores que mais influenciarão nestas eleições de Campo Grande: a indomável internet com suas redes sociais; o poder de fogo dos militantes das igrejas evangélicas; a radicalização dos seguidores de Bolsonaro ou o poderio das máquinas das administrações municipal e estadual? ” Faltou citar ‘a vontade do povo’.

NO PARAISO:  Waldir Neves, conselheiro afastado do Tribunal de Contas, aderiu ao   ‘banho de arruda’. Sua vaga atrai disputa agora fortalecida na Assembleia Legislativa onde uma comissão acompanha o processo no STJ. Neste sábado (8) finda o prazo do afastamento dos 3 conselheiros e na próxima semana tudo pode acontecer.  A opinião pública acompanha com lentes de aumento.

ARREMATE: “…E vai assim o mundo girando. A esperteza não é exclusiva dos políticos. Deu na Folha de São Paulo de terça-feira: “O STF (Supremo Tribunal Federal) pagou quase R$200 mil em diárias para quatro policiais federais acompanharem ministros da corte em viagem de fim de ano aos Estados Unidos. No período, apenas o ministro Edson Fachin divulgou compromissos públicos, todos no Brasil.” (trecho do artigo ‘Conversa fiada com dinheiro público’ – Celio Heitor Guimarães)

FRASES  DE  MAHATMA  GANDHI:

Vinganças: Olho por olho e o mundo acabará cego.

Diferentes: O medo tem alguma utilidade. A covardia não.

O fraco jamais perdoa: o perdão é característica do forte.

‘Algemas de ouro’, são piores do que algemas de ferro.

De nada adiante a liberdade sem a liberdade de errar.

O homem cava seu tumulo com o garfo diariamente.

Seja a mudança que você quer no mundo.

A desconfiança é a melhor parte do conhecimento.

Um pai sábio deixa que os filhos cometam erros.

Em questões de consciência a lei da maioria não conta.

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COLUNISTA

OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA

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OPINIÃO:  Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.

DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)

CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.

QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.

É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.

‘CALMA’:  Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol.  A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.

NA LISTA:  Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja –  cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.

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GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.

‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.

APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.

APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.

APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.

ELES VEM AÍ:  O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?

‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos.  O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.

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EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.

ALERTA:  A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.

O RIO FEDE!  Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.

PILULAS DIGITAIS:

 “Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)

A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?

“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)

“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)

“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)

 “Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)

“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)

“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.

“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)

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