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Golpe dos precatórios coloca servidores na mira do cibercrime

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Por meio de engenharia social avançada, quadrilhas miram servidores estaduais que têm ações judiciais em SP

O anúncio de que o governo federal pagaria um volume recorde de precatórios no começo deste ano fez crescer no Brasil a atuação de quadrilhas que têm como vítimas preferenciais os servidores públicos. O perito criminal especializado em crimes cibernéticos e presidente do Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo (SINPCRESP), Eduardo Becker, explica que os criminosos usam uma engenharia social assertiva para fazer vítimas. “Esse tipo de golpe pode enganar muita gente porque utiliza números de processos reais, bem como os nomes corretos dos advogados e escritórios envolvidos nas ações judiciais”, detalha.

As denúncias de tentativas de golpes têm sido tão frequentes que o SINPCRESP emitiu um alerta para os sindicalizados sobre a investida dos criminosos. “O relato que chegou ao Sindicato é o de que uma pessoa se identifica como secretária do escritório de advocacia e cobra uma taxa para liberar o pagamento de uma ação vencedora”, orienta Becker.

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O perito especialista em crimes cibernéticos, Eduardo Becker

Já há notícias de servidores estaduais que foram vítimas e perderam valores que podem chegar a R$ 10 mil. A regra de ouro é desconfiar sempre que receber pedidos de transferências. “Desconfie de mensagens inesperadas sobre pagamentos de ações judiciais, especialmente se vierem de números desconhecidos. Instituições oficiais não costumam comunicar essas informações por WhatsApp. É importante ressaltar que esse procedimento de cobrar uma taxa para liberar o pagamento da ação simplesmente não existe”, completa o especialista em crime cibernético.

Mais dicas
Para evitar cair em golpes virtuais cuide da privacidade dos seus dados e não compartilhe informações pessoais ou financeiras por WhatsApp. “Não clique em links enviados que prometem mais informações sobre precatórios ou qualquer tipo de pagamento de benefício. Eles podem levar a sites fraudulentos projetados para roubar suas informações”, orienta o perito criminal.

Antes de qualquer transferência, cheque a informação direto na fonte

Reforce a segurança
Importante ativar a verificação de duas etapas no seu WhatsApp para adicionar uma camada extra de segurança à sua conta. “É recomendável instalar softwares de segurança para fazer varreduras frequentes e trocar as senhas de acesso a e-mails, redes sociais e contas bancárias de tempos em tempos”, enumera.

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Mas, se ainda assim você cair em um golpe, denuncie! Faça um BO online, alerte amigos e familiares e denuncie os contatos dos golpistas à plataforma do WhatsApp. Isso pode ajudar a impedir que outras pessoas se tornem vítimas.

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Projeto de MS apoiado pela Fundect representa o Brasil em evento nos Estados Unidos

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Um projeto inovador desenvolvido por estudantes e professores do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) foi selecionado para representar o Brasil na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira pré-universitária de ciência e engenharia do mundo, que ocorrerá de 10 a 16 de maio em Columbus, Ohio (EUA).

A pesquisa, que propõe o uso de espectroscopia infravermelha para identificar fungos em pastagens do cerrado sul-mato-grossense, foi contemplada pelo Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PICTEC), uma iniciativa da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) que apoia projetos científicos em escolas públicas do estado.

O projeto do IFMS, intitulado “Espectroscopia infravermelha por transformada de Fourier como ferramenta para identificação de fungos em pastagens no cerrado sul-mato-grossense”, é coordenado pela professora Grazieli Suszek e desenvolvido pelos estudante José Vitor Balasso e Tailaine Gomes Lima, do curso técnico integrado em Agropecuária do Campus Nova Andradina. A pesquisa busca inovar na detecção de fungos, contribuindo para o manejo agrícola da região.

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A participação na ISEF representa não apenas o reconhecimento do trabalho desenvolvido, mas também a importância do apoio institucional proporcionado por programas como o PICTEC, que incentivam a iniciação científica e tecnológica desde a educação básica, promovendo o desenvolvimento de talentos e a valorização da ciência em Mato Grosso do Sul.

O que é o PICTEC?

O PICTEC é um programa da Fundect, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), que visa despertar a vocação científica e tecnológica entre estudantes e professores do ensino médio da Rede Estadual de Ensino, do Instituto Federal e do Colégio Militar de Mato Grosso do Sul.

Na sua quarta edição, o programa ampliou o número de projetos contemplados, passando de 200 para 250, totalizando até 1.250 bolsas distribuídas entre professores e alunos.

Cada projeto é coordenado por um professor que recebe uma bolsa mensal de R$ 800 e pode orientar até quatro estudantes, cada um com bolsa de R$ 400 mensais, durante 12 meses. As áreas de pesquisa abrangem temas como Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana, Tecnologias Sociais e Assistivas.

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Maristela Cantadori, Comunicação Fundect
*com informações do IFMS

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