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Ministra dos povos indigenas chega em MS
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A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, chegou na manhã deste sábado (18) em Mato Grosso do Sul desembarcando no Aeroporto Internacional de Campo Grande. A ministra seguiu direto para visita em terra indígena no interior do Estado.
O comboio com Guajajara saiu de Campo Grande por volta das 7h e foi para Rio Brilhante, onde está localizada a terra Laranjeira Nhanderu. Nas redes sociais, Sônia registrou a partida de Brasília e chegada em Campo Grande. “Comitiva Ministério dos Povos Indígenas a caminho do MS no território Guarani e Kaiowá”, escreveu.
Por fim, a ministra retornará para Campo Grande, onde cumpre agenda. A previsão de retorno para Brasília é às 20h (horário de MS).
Não foram informados detalhes de sua agenda, ou quais outros municípios devem ser visitados. A visita será acompanhada do deputado federal Vander Loubet (PT) e governador Eduardo Riedel (PSDB).
Guajajara visita terra palco de conflitos
O território indígena Laranjeira Nhanderu, localizado em Rio Brilhante, foi palco de
palco de conflito no final de fevereiro. Na data, indígenas guarani e kaiowá concretizarem a retomada de uma nova parte do território reivindicado como ancestral, localizada a fazenda Inho.
Equipes do batalhão de Choque da Polícia Militar em Campo Grande precisaram se deslocar para o local. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) interditou a rodovia a um quilômetro da região do confronto, onde era possível ouvir estrondos e barulhos, possivelmente de tiros.
Segundo o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), os indígenas afirmam que a retomada é uma reação à iniciativa de políticos e agentes de sindicatos locais que pretendem estabelecer um assentamento rural dentro da área reivindicada e em processo de identificação como terra de ocupação tradicional indígena.
Segundo os proprietários da área, os índios teriam entrado ‘armados e encapuzados’ para render funcionários da Fazenda Santo Antônio nesta madrugada. Por isso, eles teriam acionado a polícia.
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Projeto de MS apoiado pela Fundect representa o Brasil em evento nos Estados Unidos
Um projeto inovador desenvolvido por estudantes e professores do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) foi selecionado para representar o Brasil na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira pré-universitária de ciência e engenharia do mundo, que ocorrerá de 10 a 16 de maio em Columbus, Ohio (EUA).
A pesquisa, que propõe o uso de espectroscopia infravermelha para identificar fungos em pastagens do cerrado sul-mato-grossense, foi contemplada pelo Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PICTEC), uma iniciativa da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) que apoia projetos científicos em escolas públicas do estado.
O projeto do IFMS, intitulado “Espectroscopia infravermelha por transformada de Fourier como ferramenta para identificação de fungos em pastagens no cerrado sul-mato-grossense”, é coordenado pela professora Grazieli Suszek e desenvolvido pelos estudante José Vitor Balasso e Tailaine Gomes Lima, do curso técnico integrado em Agropecuária do Campus Nova Andradina. A pesquisa busca inovar na detecção de fungos, contribuindo para o manejo agrícola da região.
A participação na ISEF representa não apenas o reconhecimento do trabalho desenvolvido, mas também a importância do apoio institucional proporcionado por programas como o PICTEC, que incentivam a iniciação científica e tecnológica desde a educação básica, promovendo o desenvolvimento de talentos e a valorização da ciência em Mato Grosso do Sul.
O que é o PICTEC?
O PICTEC é um programa da Fundect, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), que visa despertar a vocação científica e tecnológica entre estudantes e professores do ensino médio da Rede Estadual de Ensino, do Instituto Federal e do Colégio Militar de Mato Grosso do Sul.
Na sua quarta edição, o programa ampliou o número de projetos contemplados, passando de 200 para 250, totalizando até 1.250 bolsas distribuídas entre professores e alunos.
Cada projeto é coordenado por um professor que recebe uma bolsa mensal de R$ 800 e pode orientar até quatro estudantes, cada um com bolsa de R$ 400 mensais, durante 12 meses. As áreas de pesquisa abrangem temas como Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana, Tecnologias Sociais e Assistivas.
Maristela Cantadori, Comunicação Fundect
*com informações do IFMS