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Ministra dos povos indigenas chega em MS

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A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, chegou na manhã deste sábado (18) em Mato Grosso do Sul desembarcando no Aeroporto Internacional de Campo Grande. A ministra seguiu direto para visita em terra indígena no interior do Estado.

O comboio com Guajajara saiu de Campo Grande por volta das 7h e foi para Rio Brilhante, onde está localizada a terra Laranjeira Nhanderu. Nas redes sociais, Sônia registrou a partida de Brasília e chegada em Campo Grande. “Comitiva Ministério dos Povos Indígenas a caminho do MS no território Guarani e Kaiowá”, escreveu.

Por fim, a ministra retornará para Campo Grande, onde cumpre agenda. A previsão de retorno para Brasília é às 20h (horário de MS).

Não foram informados detalhes de sua agenda, ou quais outros municípios devem ser visitados. A visita será acompanhada do deputado federal Vander Loubet (PT) e governador Eduardo Riedel (PSDB).

Guajajara visita terra palco de conflitos

O território indígena Laranjeira Nhanderu, localizado em Rio Brilhante, foi palco de

 palco de conflito no final de fevereiro. Na data, indígenas guarani e kaiowá concretizarem a retomada de uma nova parte do território reivindicado como ancestral, localizada a fazenda Inho.

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Equipes do batalhão de Choque da Polícia Militar em Campo Grande precisaram se deslocar para o local. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) interditou a rodovia a um quilômetro da região do confronto, onde era possível ouvir estrondos e barulhos, possivelmente de tiros.

Segundo o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), os indígenas afirmam que a retomada é uma reação à iniciativa de políticos e agentes de sindicatos locais que pretendem estabelecer um assentamento rural dentro da área reivindicada e em processo de identificação como terra de ocupação tradicional indígena.

Segundo os proprietários da área, os índios teriam entrado ‘armados e encapuzados’ para render funcionários da Fazenda Santo Antônio nesta madrugada. Por isso, eles teriam acionado a polícia.

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Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para apostas online em 2025, aponta estudo

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As famílias brasileiras registraram uma perda líquida — diferença entre os valores apostados e os prêmios recebidos — de R$ 62,5 bilhões em plataformas de apostas digitais (bets) ao longo de 2025. O montante equivale a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e representa um impacto médio mensal de R$ 4,7 bilhões nas finanças domésticas (com base no acumulado entre outubro de 2024 e março de 2026).

Os dados fazem parte do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), elaborado com dados de movimentação do Banco Central. No período analisado, o setor movimentou quase R$ 351 bilhões apenas em transações via Pix.

Impacto no orçamento doméstico e falhas de algoritmo

Segundo o relatório, a regulamentação do setor em janeiro de 2025 provocou uma alteração direta nos padrões de consumo. Houve um aumento significativo na fatia da renda direcionada ao segmento de artes, cultura, esporte e recreação — impulsionada pelo ecossistema das apostas.

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Apesar da legislação exigir o bloqueio preventivo de usuários com padrão de apostas compulsivas, especialistas apontam falhas no cumprimento das regras de proteção do consumidor.

“Quando é detectado que a pessoa tem ludopatia — que é viciada, compulsiva em apostas —, o algoritmo deveria travar a conta dela. Mas faz o contrário: manda mais bônus, mais vouchers e incentivos para que ela continue apostando. É aí que o usuário perde todo o capital”, alerta o advogado Júlio Leone.

Restrições ao Bolsa Família e desaceleração do volume

O estudo do Comsefaz também analisou os efeitos da proibição do uso de benefícios sociais para apostas, em vigor desde outubro do ano passado para beneficiários do Bolsa Família.

Indicador Impacto Observado
Volume agregado de transações Desaceleração no ritmo de transferências via Pix para bets
Perfil dos apostadores Confirmação de forte participação de famílias de baixa renda antes da restrição
Eficácia da medida Resultados concretos na redução do impacto do endividamento nas faixas mais vulneráveis
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Os dados reforçam a necessidade de um monitoramento contínuo sobre o setor e do aprimoramento dos mecanismos de controle e responsabilidade social por parte das bancas digitais.

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