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Relator do Orçamento diz que Bolsa Família de R$ 600 está pacificado: “Vamos ter que atender”
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Sexta-feira, 04 de Novembro de 2022 10h47
Relator do Orçamento diz que Bolsa Família de R$ 600 está pacificado: “Vamos ter que atender”
Senador Marcelo Castro diz que o Orçamento precisa estar pronto, com a PEC da Transição promulgada, até 17 de dezembro; prazo é “viável”, segundo ele
Fonte: Carolina CerqueiraElis Franco/CNN
O senador e relator-geral do Orçamento de 2023, Marcelo Castro (MDB-PI), disse à CNN nesta sexta-feira (4) que o Bolsa Família no valor de R$ 600 é algo “pacificado” e que “vamos ter que atender”.
Para ele, o prazo de 17 de dezembro, estabelecido para que o Orçamento esteja pronto, já com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permitiria o auxílio promulgada, é “viável, se não houver marola, se todo mundo marchar na mesma direção”.
Para Castro, não é possível reduzir o valor em cerca de R$ 200 no momento atual do país, como previsto no Orçamento enviado. “É uma coisa pacificada que nós vamos ter que atender agora, neste Orçamento”, disse.
Segundo o relator, o aumento do programa social de R$ 405 para R$ 600 custará cerca de R$ 70 bilhões, que ultrapassam o teto de gastos estabelecido em lei.
“Contra números não há argumentos. Nós não temos espaço fiscal, no orçamento não cabe essa quantidade de recurso, não tem de onde tirar porque nós já estamos no osso”, afirmou.
Castro ainda afirmou que o aumento é um “consenso”. “Só temos um caminho. Isso foi um consenso, todos concordaram”, colocou. “Há uma boa vontade de todos de aprovar”, completou.
O futuro governo Lula negocia com o Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para manter o pagamento do Bolsa Família no valor de R$ 600 no próximo ano, retirando-o do teto de gastos. A proposta está sendo chamada de PEC da transição. O programa, descrito atualmente como Auxílio Brasil, está previsto para 2023 no valor médio de R$405.
Para que o pagamento de janeiro seja mantido na casa dos R$600, a aprovação da PEC deve ser feita até o dia 15 de dezembro, disse o vice-presidente eleito e coordenador da transição, Geraldo Alckmin (PSB).
De acordo com Marcelo Castro, as demandas a serem atendidas, classificadas por ele como “inadiáveis”, não cabem no orçamento atual e, por isso, a proposta está sendo discutida com os presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, Arthur Lira (PP) e Rodrigo Pacheco (PSD), além do presidente da Comissão Mista de Orçamento, Celso Sabino (União Brasil).
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Projeto de MS apoiado pela Fundect representa o Brasil em evento nos Estados Unidos
Um projeto inovador desenvolvido por estudantes e professores do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) foi selecionado para representar o Brasil na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira pré-universitária de ciência e engenharia do mundo, que ocorrerá de 10 a 16 de maio em Columbus, Ohio (EUA).
A pesquisa, que propõe o uso de espectroscopia infravermelha para identificar fungos em pastagens do cerrado sul-mato-grossense, foi contemplada pelo Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PICTEC), uma iniciativa da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) que apoia projetos científicos em escolas públicas do estado.
O projeto do IFMS, intitulado “Espectroscopia infravermelha por transformada de Fourier como ferramenta para identificação de fungos em pastagens no cerrado sul-mato-grossense”, é coordenado pela professora Grazieli Suszek e desenvolvido pelos estudante José Vitor Balasso e Tailaine Gomes Lima, do curso técnico integrado em Agropecuária do Campus Nova Andradina. A pesquisa busca inovar na detecção de fungos, contribuindo para o manejo agrícola da região.
A participação na ISEF representa não apenas o reconhecimento do trabalho desenvolvido, mas também a importância do apoio institucional proporcionado por programas como o PICTEC, que incentivam a iniciação científica e tecnológica desde a educação básica, promovendo o desenvolvimento de talentos e a valorização da ciência em Mato Grosso do Sul.
O que é o PICTEC?
O PICTEC é um programa da Fundect, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), que visa despertar a vocação científica e tecnológica entre estudantes e professores do ensino médio da Rede Estadual de Ensino, do Instituto Federal e do Colégio Militar de Mato Grosso do Sul.
Na sua quarta edição, o programa ampliou o número de projetos contemplados, passando de 200 para 250, totalizando até 1.250 bolsas distribuídas entre professores e alunos.
Cada projeto é coordenado por um professor que recebe uma bolsa mensal de R$ 800 e pode orientar até quatro estudantes, cada um com bolsa de R$ 400 mensais, durante 12 meses. As áreas de pesquisa abrangem temas como Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana, Tecnologias Sociais e Assistivas.
Maristela Cantadori, Comunicação Fundect
*com informações do IFMS
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