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Aparecida do Taboado ganha novo espaço para ajudar mulheres e crianças vítimas de violência
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O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul inaugurou na sexta-feira (26) a 52ª Sala Lilás, desta vez em Aparecida do Taboado.
Este novo espaço, criado pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e pela Polícia Civil, em parceria com a Prefeitura, faz parte da estratégia para combater a violência contra mulheres e crianças em MS. O principal objetivo é dar um atendimento mais humano e especializado às vítimas.
O que é a Sala Lilás e como ela ajuda?
A Sala Lilás é um espaço seguro e privado dentro das delegacias da Polícia Civil. Ela foi feita para garantir que as vítimas de violência doméstica ou sexual se sintam acolhidas e protegidas.
Com base nas leis Maria da Penha e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o local oferece suporte completo:
Registro da ocorrência (Boletim de Ocorrência).
Pedido de medidas protetivas (como o afastamento do agressor).
Solicitação de exames periciais.
Atendimento especializado: As vítimas são atendidas por equipes treinadas, que oferecem apoio psicológico e uma escuta qualificada. Isso é fundamental para reduzir o trauma de quem procura a polícia.
Um trabalho em conjunto
O projeto é um trabalho em equipe entre o Estado e os municípios.
O delegado-geral da Polícia Civil, Lupérsio Degerone Lúcio, destacou que o trabalho é integrado com os serviços sociais. Em casos graves, a vítima recebe acompanhamento contínuo de um profissional do serviço social, que a ajuda a ter acesso a abrigos, benefícios sociais e programas de capacitação para o trabalho.
MS está fortalecendo sua rede de apoio com 52 Salas Lilás, 12 Delegacias de Atendimento à Mulher (DAMs) no interior, e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) em Campo Grande. Desde 2023, 27 novas salas foram criadas no estado.
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Cidadania sem barreiras: Posto do Pátio Central vira referência nacional no atendimento a autistas
Emissão de documento parece burocracia, mas para uma pessoa com autismo e sua família, o ambiente de um posto de identificação pode ser um campo de batalha sensorial: luzes fortes, barulho, filas e o toque da biometria. No coração de Campo Grande, o Governo de MS decidiu mudar essa regra.
O posto do Pátio Central, que lidera o volume de emissões no Estado (com mais de 134 mil documentos expedidos), celebra o sucesso da sala “Posto Amigo do Autista”. O resultado? Quase 20% de todas as Carteiras de Identidade Nacional (CIN) com símbolo de TEA em Mato Grosso do Sul saíram de lá.
Inclusão que vai além da placa na porta
O projeto não foi apenas “colocar um adesivo”. Com um investimento de R$ 82 mil via Sejusp, a estrutura foi desenhada para o que realmente importa:
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Conforto Sensorial: Isolamento acústico e iluminação reduzida para evitar crises.
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Previsibilidade: Recursos táteis e ambiente controlado para que o atendimento flua sem ansiedade.
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Capacitação Humana: Servidores treinados para entender as particularidades do espectro, garantindo que a coleta da biometria seja concluída com sucesso.
O fim das remarcações
Antes da sala adaptada, era comum que atendimentos para pessoas com TEA precisassem ser remarcados ou feitos em domicílio devido ao estresse do ambiente. Hoje, essas situações tornaram-se exceção.
“A emissão de um documento representa pertencimento e acesso a direitos. Quando o Estado adapta o serviço à realidade do cidadão, ele está garantindo o exercício pleno da cidadania”, destaca a gestão da Polícia Científica.
MS na vanguarda da Identificação
Com mais de 13 mil documentos emitidos em MS com algum tipo de identificação de deficiência, o TEA lidera as solicitações. O modelo do Pátio Central prova que eficiência (500 atendimentos/dia) pode — e deve — caminhar junto com a humanização.
