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Artesãos criam peças em cerâmica representando peixes do Bioparque; obras estão em exposição no local
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Difundir a cultura da cerâmica no Mato Grosso do Sul é o objetivo do projeto “Encontro da Cerâmica nas Águas do Pantanal”, financiado pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC). As peças foram produzidas a partir de uma pesquisa realizada no Bioparque Pantanal e representam peixes que fazem parte do plantel.
Arraia, pintado, cachara, piraputanga e dourado dourado são algumas das espécies que serviram de inspiração para os artistas de Campo Grande, Aquidauana, Rio Verde e Coxim. As peças foram entregues ao Bioparque Pantanal e poderão ser apreciadas por visitantes do mundo inteiro.

Representando a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, o biólogo curador do empreendimento, Heriberto Gimenês Junior, recebeu as obras que serão expostas no maior aquário de água doce do mundo. “Fiquei encantado com a riqueza de detalhes das peças. Eu, que sou biólogo e ictiólogo, trabalho diariamente com os animais daqui, reconheci a fiel representação taxonômica dos peixes. Tenho certeza de que será uma ferramenta poderosa, não só na parte cultural, mas também para a educação ambiental”.

Andrea Lacet, artesã e ceramista, explicou que foi feita uma releitura das águas e espécimes do Pantanal. “Tudo foi inspirado e pesquisado no Bioparque, e nossa intenção é que essa história seja contada aqui também”, afirmou.
Uma das peças em exposição no ponto turístico foi feita por Lacet e se chama “Encantada”. Segundo ela, a escultura de uma mulher com uma piraputanga nas costas simboliza todas as questões relacionadas aos rios, com elementos como a terra, as águas, o peixe e a folha do camalote.
A entrega das obras de arte foi realizada nesta quarta-feira (14), no Centro de Convenções do Bioparque Pantanal. O local é aberto ao público de terça a sábado, com agendamento prévio pelo site https://agendamentobioparquepantanal.ms.gov.br/.
Rosana Moura, Bioparque Pantanal
Fotos: Eduardo Coutinho
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Cidadania sem barreiras: Posto do Pátio Central vira referência nacional no atendimento a autistas
Emissão de documento parece burocracia, mas para uma pessoa com autismo e sua família, o ambiente de um posto de identificação pode ser um campo de batalha sensorial: luzes fortes, barulho, filas e o toque da biometria. No coração de Campo Grande, o Governo de MS decidiu mudar essa regra.
O posto do Pátio Central, que lidera o volume de emissões no Estado (com mais de 134 mil documentos expedidos), celebra o sucesso da sala “Posto Amigo do Autista”. O resultado? Quase 20% de todas as Carteiras de Identidade Nacional (CIN) com símbolo de TEA em Mato Grosso do Sul saíram de lá.
Inclusão que vai além da placa na porta
O projeto não foi apenas “colocar um adesivo”. Com um investimento de R$ 82 mil via Sejusp, a estrutura foi desenhada para o que realmente importa:
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Conforto Sensorial: Isolamento acústico e iluminação reduzida para evitar crises.
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Previsibilidade: Recursos táteis e ambiente controlado para que o atendimento flua sem ansiedade.
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Capacitação Humana: Servidores treinados para entender as particularidades do espectro, garantindo que a coleta da biometria seja concluída com sucesso.
O fim das remarcações
Antes da sala adaptada, era comum que atendimentos para pessoas com TEA precisassem ser remarcados ou feitos em domicílio devido ao estresse do ambiente. Hoje, essas situações tornaram-se exceção.
“A emissão de um documento representa pertencimento e acesso a direitos. Quando o Estado adapta o serviço à realidade do cidadão, ele está garantindo o exercício pleno da cidadania”, destaca a gestão da Polícia Científica.
MS na vanguarda da Identificação
Com mais de 13 mil documentos emitidos em MS com algum tipo de identificação de deficiência, o TEA lidera as solicitações. O modelo do Pátio Central prova que eficiência (500 atendimentos/dia) pode — e deve — caminhar junto com a humanização.









