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Biometano: Combustível “Limpo” do MS para Caminhões e Ônibus Ajuda o Estado a Zerar a Emissão de Carbono
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Mato Grosso do Sul (MS) vê no biometano a chave para deixar o transporte pesado mais limpo. O biometano é um biocombustível que polui oito vezes menos que o diesel e está sendo visto como a melhor forma de o estado alcançar a meta de ser “Carbono Neutro” (zerar a emissão de gases poluentes) até 2030.
O tema foi discutido em um encontro em Campo Grande com o Secretário Jaime Verruck (Semadesc), especialistas, empresas do setor de bioenergia e universidades.
O Biometano e o Potencial do MS
O biometano é um tipo de gás natural feito, principalmente, com o restolho da cana-de-açúcar e outros resíduos do agronegócio. Em MS, o setor de açúcar e etanol (sucroenergético) é um dos maiores produtores.
Fábricas Aumentam a Produção: Grandes usinas, como a Adecoagro (em Ivinhema), estão investindo pesado para aumentar a produção. A Adecoagro, por exemplo, vai expandir sua produção quase seis vezes até 2027, com um investimento de R$ 225 milhões.
Novos Projetos: A empresa Atvos também anunciou um investimento de R$ 360 milhões para construir uma fábrica em Nova Alvorada do Sul.
Com todo esse investimento, o Secretário Jaime Verruck afirma que o biometano será um dos principais pilares da energia de Mato Grosso do Sul, ajudando a substituir o diesel na frota de veículos pesados.
MS: Referência em Energia Limpa
O presidente da Biosul (Associação do setor), Amaury Pekelmann, reforçou que MS é referência nacional em energia limpa. Ele destacou que o estado tem:
Matéria-prima disponível (cana, resíduos de gado e suínos).
Infraestrutura.
Leis que ajudam (incentivos fiscais) para atrair mais investimentos.
Para o setor, o biometano é o “combustível do futuro” que já está presente, garantindo mais segurança energética, menos poluição e mais valor para a indústria.
A meta do Governo de MS é continuar dando incentivos e financiamentos “verdes” para acelerar a produção de biometano e atingir o objetivo de ser um Estado Carbono Neutro em pouco tempo.
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Bioparque Pantanal sedia congresso nacional sobre conservação e sustentabilidade ambiental
O governador Eduardo Riedel participou, nesta terça-feira (26), da abertura do 49º Congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), realizado no Bioparque Pantanal, em Campo Grande. Durante o evento, o chefe do Executivo estadual destacou que Mato Grosso do Sul mantém uma política que alinha o crescimento econômico à preservação da fauna e da flora locais.
Em seu pronunciamento, Riedel enfatizou a importância de debater a conservação ao lado do desenvolvimento sustentável, citando o Pantanal como exemplo de bioma que conta com legislações específicas para sua proteção. Segundo o governador, o estado demonstra que as cadeias produtivas e a sustentabilidade podem coexistir de forma equilibrada.
Detalhes do Evento e Programação
O congresso acontece entre os dias 26 e 30 de maio, trazendo como tema central “Um mergulho na conservação – ciência, sociedade e meio ambiente”. Realizado anualmente desde 1977, o encontro atrai pesquisadores, acadêmicos e profissionais das áreas de Biologia, Medicina Veterinária e Zootecnia.
O objetivo do evento é promover o intercâmbio técnico-científico, a divulgação de pesquisas e a discussão de metodologias voltadas ao manejo de fauna e conservação da biodiversidade. A programação deste ano conta com seis minicursos focados na qualificação técnica, abordando temas que vão desde a comunicação e fotografia técnica até o manejo de animais silvestres.
A diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, e a presidente da AZAB, Mara Cristina Marques, reforçaram o papel do evento como um espaço de cooperação coletiva e a relevância de trazer o debate, pela primeira vez, para o Mato Grosso do Sul.
O Papel Científico do Bioparque Pantanal
Além de funcionar como ponto turístico, o Bioparque Pantanal se consolidou como um centro de pesquisa e educação ambiental. Atualmente, o local detém o maior banco genético vivo de água doce do mundo e é a única instituição a registrar a reprodução de mais de 100 espécies diferentes em cativeiro, sendo 32 delas nativas do Pantanal.
De acordo com o governo estadual, o espaço recebe regularmente estudantes da rede pública de ensino, integrando a comunidade escolar às investigações científicas conduzidas na instituição.