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Mapeamento social garante ações efetivas do Estado em comunidades ribeirinhas de Corumbá
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A Sead (Secretaria de Assistência Social e dos Direitos Humanos), em parceria com a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e a Marinha do Brasil, por meio do Comando do 6º Distrito Naval, realizou um mapeamento social, econômico e cultural das comunidades ribeirinhas da região de Corumbá. A iniciativa, efetivada na última semana, abrangendo quatro portos estratégicos: Porto Forte Coimbra, Porto Esperança, Porto Morrinho e Porto da Manga.
O objetivo da ação foi identificar as principais necessidades das populações locais e aprimorar as políticas públicas voltadas para essas comunidades, promovendo melhorias concretas em suas condições de vida. O projeto foi conduzido pela Secretaria Executiva de Direitos Humanos da Sead, por meio da Superintendência da Política de Direitos Humanos e da Coordenadoria de Execução e Gestão de Projetos Especiais.
De acordo com a superintendente da Política de Direitos Humanos da Sead, Andréa Cavararo, a iniciativa é essencial para garantir que as comunidades ribeirinhas tenham suas demandas atendidas e possam contar com políticas públicas adequadas.
“As comunidades ribeirinhas possuem enorme relevância histórica e cultural para o Brasil. Por isso, é fundamental que suas necessidades sejam atendidas para que o governo possa implementar medidas eficazes”, destacou.
O cadastramento realizado pela Sead não se limitou apenas à coleta de dados, mas permitiu a construção de um diagnóstico abrangente sobre os principais desafios enfrentados pelos ribeirinhos. A iniciativa contemplou diversas áreas, como direitos humanos, assistência social, saúde, educação e meio ambiente, além de buscar documentar e preservar a rica cultura e tradições dessas comunidades, fundamentais para a identidade local.
Além do mapeamento social, a Sead também promoveu dois tipos de cadastramento voltados ao atendimento das populações ribeirinhas. O primeiro foi o programa Mais Social, um benefício financeiro oferecido pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul para auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade. O segundo foi o programa Cuidar de Quem Cuida, que concede auxílio a cuidadores não remunerados de pessoas com deficiência, visando a promoção da dignidade da pessoa humana.
Os resultados do levantamento indicam que 135 famílias foram cadastradas no mapeamento social, econômico e cultural. No programa Mais Social, 109 famílias receberam inscrição, enquanto o programa Cuidar de Quem Cuida contemplou uma família. Todos os cadastros serão analisados e, caso se encaixem nos critérios de cada programa, os cadastrados serão contemplados.
Com essas ações, a Sead reforça seu compromisso com a melhoria das condições de vida das comunidades ribeirinhas, buscando garantir direitos, ampliar o acesso a serviços essenciais e preservar a identidade cultural dessas populações.
Leomar Alves Rosa, Comunicação Sead
Fotos: Divulgação/Sead


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Mato Grosso do Sul expande geração de energia em 11%, com destaque para projetos renováveis

Mato Grosso do Sul atingiu em 2024 a capacidade instalada total de 9.843 MW de energia, um aumento de 11% em relação ao ano anterior. Desse total, as fontes renováveis correspondem a mais de 90% da capacidade instalada, com a energia hídrica representando mais da metade desse grupo, seguido pela biomassa, com praticamente um quarto da produção local.
O dados são da Coordenadoria de Transição Energética, da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciencia, Tecnologia e Inovação), que traz um panorama atualizado da geração de energia elétrica no Estado, compilado com base nas informações do Siga (Sistema de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica).
O levantamento, segundo o titular da Semadesc, Jaime Verruck, revela um cenário promissor e em constante evolução, marcado pela diversificação da matriz energética e pelo crescimento das fontes renováveis em mato Grosso do Sul, seguindo as principais tendências da transição energética global.
“A matriz energética do Estado se destaca pela forte presença de fontes renováveis, que respondem por 94,1% da capacidade instalada. A energia hídrica lidera com 54,5%, seguida pela biomassa (24,3%) e pela energia solar (15,3%). As fontes fósseis, por sua vez, representam apenas 5,9% do total, refletindo o compromisso do Estado com a sustentabilidade e a transição para uma matriz elétrica mais limpa”, salientou Verruck.
O relatório traz ainda um panorama de crescimento dos pequenos geradores. A geração da energia elétrica é dividida em GC (Geração Centralizada), que são as grandes usinas capazes de gerar quantidades elevadas de energia, e em GD (Geração Distribuída), composta por pequenos geradores, muitos deles domésticos, como é o caso dos painéis solares em residências e comércios.

Nesse cenário, a geração centralizada corresponde por 84,7% da produção sul-mato-grossense, enquanto a distribuída equivale aos 15,3% restantes. Embora a GD represente uma parcela menor em termos de potência instalada, ela é responsável por 98% dos empreendimentos de geração de energia no Estado, com 132.458 unidades em operação, um crescimento de 53% em 2024.
A GC conta com uma potência outorgada de 11.832 MW, dos quais 70% já estão em operação, tendo destaque as hidrelétricas (64% da capacidade instalada em operação), seguidas pelas usinas de biomassa, com 28%. Além disso, há um significativo número de projetos em desenvolvimento, principalmente usinas solares, que representam 88,8% da potência em construção ou planejada.
Já a GD, que permite a produção de energia próxima ao local de consumo, tem como principal fonte a radiação solar, responsável por 99,7% da potência instalada nessa modalidade. Os consumidores residenciais são os maiores protagonistas, representando 45% da potência instalada e 81% dos empreendimentos.
Campo Grande, Dourados e Três Lagoas são os municípios que mais se destacam em termos de capacidade de geração distribuída.

De acordo com Verruck, a Coordenadoria de Transição Energética da Semadesc tem sido fundamental na compilação e análise desses dados, fortalecendo a formulação de políticas públicas e estratégias que visam ampliar a participação das energias renováveis na matriz elétrica do Estado.
“Com uma matriz cada vez mais diversificada e sustentável, Mato Grosso do Sul se consolida como um exemplo na transição para um futuro energético mais limpo e resiliente”, conclui Verruck.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Foto de capa: Mairinco de Pauda/Semadesc
Interna 1: Bruno Rezende/Secom
Interna 2: Saul Schramm/Secom
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