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Construtora rebate polêmica sobre contratos de R$ 20 milhões em Campo Grande
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A empresa Predial Construções Ltda., que recentemente venceu quatro licitações da Prefeitura de Campo Grande somando R$ 20 milhões, veio a público esclarecer sua atuação no município. A proprietária, Marcia Furtunato Correia, solicitou direito de resposta após reportagens questionarem o funcionamento da sede da empresa em uma casa residencial e a ausência de placas de identificação.
Os pontos principais da defesa
Em nota oficial, a construtora destacou que a tentativa de vincular seu endereço administrativo a qualquer irregularidade “não corresponde à realidade”. Confira os argumentos da empresa:
Finalidade do Escritório: A sede em Campo Grande serve para trâmites administrativos, planejamento e gestão de documentos; as obras, por natureza, são executadas nos canteiros externos e não no escritório.
Ausência de Placas: A empresa explicou que não atende ao público no local e que a falta de identificação na fachada é uma política interna de segurança para evitar furtos.
Experiência de Mercado: A Predial afirma ter mais de 15 anos de atuação consolidada, com dezenas de funcionários e histórico de obras entregues no prazo tanto na capital quanto no interior.
Licitações e Regularidade
A proprietária enfatizou que os contratos, assinados nos últimos seis meses, são fruto de propostas competitivas que atenderam a todos os requisitos técnicos da administração pública.
“A empresa jamais foi implicada em qualquer investigação por ilegalidade, desvio ou favorecimento indevido. Sempre exerceu suas atividades de forma regular, submetendo-se aos controles da Administração Pública”, diz trecho da nota assinada por Marcia Correia.
Contexto da Polêmica
A polêmica surgiu após o site O Jacaré noticiar que a empresa, originária do Acre, conquistou contratos vultosos em pouco tempo operando em um endereço discreto. A construtora rebateu, afirmando que a reportagem sugeriu irregularidades sem apresentar elementos concretos e reafirmou seu compromisso com a transparência e a legalidade na execução dos contratos firmados com a gestão municipal.
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Inteligência artificial transforma a rotina escolar, mas reafirma o papel insubstituível dos professores
O avanço da inteligência artificial (IA) nas salas de aula brasileiras já não é mais uma promessa para o futuro, mas uma realidade consolidada no cotidiano escolar. Em alusão ao Dia Nacional dos Profissionais da Educação, comemorado em 6 de agosto, especialistas e dados do setor debatem como a tecnologia vem remodelando o ensino, otimizando o tempo dos docentes e destacando, mais do que nunca, a importância da mediação humana no aprendizado.
Pesquisa divulgada pelo Observatório Fundação Itaú em parceria com o Equidade.Info revela que 79% dos professores brasileiros já utilizam ferramentas de IA. Desses, 73% recorrem à tecnologia como apoio direto em sala de aula e 83% concordam com seu potencial pedagógico.
Mais tempo para o acolhimento pedagógico
A otimização de rotinas burocráticas e de planejamento é um dos maiores benefícios apontados por educadores. Segundo Cyntia Gomes, especialista em educação e professora de Pedagogia na EAD UniCesumar, a IA atua como uma aliada estratégica para acelerar elaborações que antes exigiam horas de dedicação.
“O uso da IA trouxe mais agilidade para tarefas que antes demandavam muito tempo aos docentes. Essa utilização permite que os profissionais dediquem mais tempo ao que realmente transforma a educação: acompanhar a aprendizagem dos estudantes, promover intervenções pedagógicas, fortalecer o trabalho colaborativo e desenvolver práticas mais significativas”, destaca a professora.
Entre as principais aplicações práticas no planejamento docente estão:
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Elaboração e personalização: Complementação de planos de aula e sequências didáticas.
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Diversificação de níveis: Criação de atividades adaptadas a diferentes graus de complexidade.
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Inclusão: Adaptação de materiais para atender múltiplos perfis e ritmos de aprendizagem.
Apesar das facilidades, Gomes reforça que o controle e a autonomia permanecem estritamente com o educador, que conhece as particularidades e objetivos pedagógicos da turma.
Por que a IA não substituirá o professor?
Diante de um modelo de ensino tradicional que já não atrai totalmente as novas gerações, a educação exige metodologias ativas que desenvolvam o pensamento crítico, a resolução de problemas e o trabalho em equipe. No entanto, a figura do professor continua sendo o pilar central desse processo.
A especialista enfatiza que a inteligência artificial carece de competências essencialmente humanas:
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Construção de vínculos afetivos e empatia.
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Compreensão integral do contexto sociocultural do aluno.
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Sensibilidade e discernimento diante de situações imprevistas na rotina escolar.
“A tecnologia não é capaz de tomar decisões sobre as situações diárias do ambiente escolar. A IA vem para ampliar as possibilidades de ensinar e aprender, e não para substituir metodologias consolidadas ou a mediação docente”, pontua Gomes.
Inovação no mercado educacional: formações e assistente virtual
No setor privado, grandes instituições de ensino já integram a IA tanto no suporte acadêmico quanto na gestão administrativa. Um diagnóstico interno da Vitru Educação — mantenedora da UniCesumar — revelou que as ferramentas mais adotadas por seus professores são:
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ChatGPT (89,7%): Utilizado para planejamento, criação de exercícios e pesquisas.
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Gemini (78,2%): Aplicado na organização de arquivos e integração com ecossistema Google.
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Canva IA (38,9%): Empregado na produção ágil de recursos visuais e apresentações.
Para garantir o uso ético e seguro, a instituição oferece formações como o curso gratuito “Educar com IA: Ética, Criatividade e Presença”, além de capacitar os próprios alunos através de uma trilha que confere a Certificação Ethos.IA.
O ecossistema SofIA
Outro grande destaque tecnológico do grupo é a SofIA, uma plataforma desenvolvida pelo VitruLab (núcleo de inovação da companhia). Inicialmente voltada ao suporte institucional e financeiro, a assistente gerou resultados expressivos:
| Métrica de Impacto | Resultado Alcançado |
| Eficiência operacional | Aumento de 9x na capacidade de atendimento |
| Conversão direta de matrículas | 24% dos leads convertidos sem intervenção humana |
| Tempo de resposta | Redução superior a 90% na espera do usuário |
| Agilidade da equipe de vendas | Queda de 89% no tempo médio de atendimento |
Em sua próxima fase de expansão, a SofIA passará a oferecer suporte pedagógico direto aos estudantes, tirando dúvidas sobre as disciplinas cursadas, sempre sob o respaldo de diretrizes institucionais pautadas pela transparência, privacidade e integridade acadêmica.
