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Saúde da Mulher em MS: Saiba como obter DIU e implante subdérmico gratuitamente pelo SUS

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Mato Grosso do Sul tem se destacado na oferta de métodos contraceptivos de longa duração, os chamados LARCs. Por meio de investimentos da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o governo garante que métodos como o DIU (Dispositivo Intrauterino) e o implante subdérmico cheguem à população de forma gratuita, promovendo autonomia reprodutiva e planejamento familiar.

O acesso a esses métodos é simples, mas requer um fluxo obrigatório que começa na atenção primária. Confira o passo a passo para garantir o atendimento:

Como funciona o fluxo de atendimento?

  1. A porta de entrada: A mulher deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência, preferencialmente onde já possui cadastro e acompanhamento.

  2. Consulta inicial: O primeiro contato é feito com médicos ou enfermeiros. Durante a consulta, a paciente expressa seu desejo e recebe orientações detalhadas sobre as opções disponíveis, incluindo prós, contras e documentos necessários.

  3. Avaliação e Procedimento: Dependendo da estrutura do município, a inserção do método pode ocorrer na própria UBS ou em uma unidade de referência para a qual a paciente será encaminhada.

“O vínculo com a unidade de saúde facilita o atendimento. O ideal é que a mulher vá ao posto onde a equipe já conhece sua família e seu território”, destaca Francielly Rosiani da Silva, gerente de Saúde da Mulher da SES.

Impacto Real: Queda na gravidez na adolescência

A ampliação do acesso a esses métodos, aliada à capacitação constante de profissionais de saúde, já apresenta resultados práticos nas estatísticas do estado. Entre 2022 e 2025, Mato Grosso do Sul registrou uma queda significativa na taxa de gravidez na adolescência, que passou de 14,92% para 12,65%.

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Este índice é o menor da última década no estado e vai na contramão da tendência nacional, consolidando a política pública de MS como uma referência em saúde preventiva e educação sexual.

Vantagens dos métodos de longa duração (LARCs)

  • Alta Eficácia: Estão entre os métodos mais seguros do mundo.

  • Praticidade: Não dependem da lembrança diária (como a pílula) ou mensal (como injetáveis).

  • Reversibilidade: Podem ser retirados a qualquer momento caso a mulher decida engravidar.

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Ciência com alma: MS humaniza perícia para proteger mulheres e garantir punição de agressores

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De “Salas Lilás” no interior ao sucesso do IMOL na Casa da Mulher Brasileira, Estado investe em tecnologia e acolhimento para que a prova técnica não signifique dor para a vítima.

Muitas vezes, a justiça começa onde os olhos não alcançam: no detalhe de uma mensagem apagada, em um vestígio de DNA ou na análise precisa de um médico-legista. Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Científica elevou o patamar da produção de provas, provando que é possível ser tecnicamente impecável e, ao mesmo tempo, profundamente humano.

O foco é claro: combater o feminicídio e a violência doméstica com rigor científico, mas garantindo que a mulher não precise percorrer uma “via-crúcis” para ter seus direitos assegurados.

O fim da “peregrinação”: Tudo no mesmo lugar

Um dos maiores avanços do estado é a integração. Em Campo Grande, a seção do IMOL dentro da Casa da Mulher Brasileira completou três anos com números que impressionam. Em 2025, foram mais de 1.500 atendimentos realizados no mesmo espaço onde a mulher recebe apoio jurídico e psicológico.

O resultado? Menos deslocamento, menos burocracia e um atendimento muito mais rápido entre o fato e a coleta da prova.

Interiorização do Acolhimento: Salas Lilás e Projeto Acalento

A estratégia de humanização não fica restrita à capital:

  • Dourados: O Projeto Acalento (parceria com a UFGD) une saúde e perícia em um único fluxo.

  • Amambai: A nova Sala Lilás oferece um ambiente reservado e acolhedor, reduzindo o impacto psicológico antes do exame.

  • Bataguassu: Unidade já passa por adequações para receber estrutura semelhante.

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“Nosso trabalho não é só o laudo”

O coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino Junior, resume a nova mentalidade da segurança pública de MS: “Exigimos preparo técnico, mas também sensibilidade. Isso garante a qualidade da prova e evita a revitimização”.

Além da infraestrutura, o Governo investe na capacitação contínua dos servidores do IMOL em todo o estado, preparando-os para lidar com as nuances dos casos de violência de gênero, onde muitas vezes o silêncio da vítima é preenchido pela voz da ciência

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