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Governo e Oposição investem na eleição ao Senado

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RACHA? Deputado federal por 6 mandatos, Valdemar da Costa Neto é figura política expoente, mas controversa na presidência do Pl. Decisões suas já motivam críticas na sigla e em partidos no entorno do bolsonarismo. É o caso da escolha anunciada dos 2 nomes preferidos da direita (Reinaldo e Contar) para concorrer ao Senado. 

ANTECIPADA: O anúncio de Valdemar diz bem qual será o mote desta campanha que visa obter a maioria no Senado para depois ancorar outros embates. Reinaldo, tem toda uma trajetória e vínculos fortes com o municipalismo. Já Nelsinho, aproveita bem as armas do mandato e caminha com luz própria, mas sem radicalizar em nível nacional.

APOSTAS: A saúde de Bolsonaro, a escolha do candidato para enfrentar Lula e as batalhas no Congresso, podem influenciar o eleitor local? Além da saúde, segurança e economia, quais outros temas poderiam fermentar o embate a ponto de reverter a tendência do voto? A corrupção institucionalizada, por exemplo, seria o caso? 

REVIRAVOLTA?   Outra hipótese, defendida pelo deputado Vander já sacode os bastidores. Nela, o senador Nelsinho (PSD), antevendo sua exclusão da chapa (Reinaldo e Contar) do Parque dos Poderes, integraria uma frente ampla com o PT – sendo candidato a reeleição ao lado do próprio Vander. Uma hipótese interessante. 

DETALHES:  Alianças desta natureza devem ocorrer em outras eleições regionais. Lideranças do centro, por razões e interesses diversos, caminham para entendimento com o Planalto. Portanto, juridicamente não haveria impedimentos nesta composição entre o PSD e o PT. Mas na política tudo pode acontecer, inclusive nada.  

ALÉM DO MAIS… estarão em jogo 54 das 81 cadeiras do Senado, foco maior deste pleito. A oposição quer vencer esse jogo para aprovar certas matérias e o impeachment de ministros do STF, abrindo caminho para reverter decisões daquela corte. Quanto a ministra Simone, Vander Loubet aposta na candidatura dela ao Senado em São Paulo.

UTOPIA?  Na política vale tudo para não perder. Circula na mídia aquela que seria uma ousadia aguda. Trata-se de outro plano do deputado Vander: ter a senadora Soraya Thronice como candidata a reeleição ao lado do senador Nelsinho para atrair eleitores do centro e direita. Mas, o que o eleitor pensa de tudo isso?

NOTARAM?  Tanto a direita como a esquerda acabaram perdendo o foco nestas eleições com a prisão de Bolsonaro e a falta de um sucessor que encarne a postura do ex-presidente. Com exceção de um fato altamente relevante, capaz de colocar novos aditivos no debate, a campanha caminha para ser diferente do pleito anterior.   

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O CAMINHO: Pragmático, atento, e com a expressão sorridente. Assim foi o Antônio Braga, vereador, deputado e secretário que conhecemos. Mas um dia sentiu que seu tempo estava se esvaindo; fez uma profunda reflexão existencial, resistiu aos convites políticos e saiu de cena recolhendo-se ao aconchego familiar. E partiu…   

PREPARADA? Já se antevê o uso de ‘deepfakes’ nestas eleições onde a inteligência artificial deve centralizar as atenções. Aliás, a evolução dela é assustadora no dia a dia do universo digital. Mas a Justiça Eleitoral estaria mesmo preparada para evitar e combater os abusos? A burocracia de prazos e carimbos pode ser o maior entrave

TEM JEITO? Todos (eu disse todos) os governadores do Brasil ganham mais do que o Primeiro Ministro da rica Espanha. Mas a farra não é exclusiva do Executivo. Nossos deputados federais (R$45 mil e gordos penduricalhos) custam muito mais que seus colegas dos Estados Unidos, Portugal, Argentina e Reino Unido.  

PESQUISAS: Desde o último dia 1º só podem ser divulgadas as registradas na Justiça Eleitoral, sob pena de pesadas multas (de R$50 mil a R$100 mil). Há uma série de formalidades a serem cumpridas. Antes, as manipulações às vezes até atendiam interesses de políticos e grupos.  Enfim, agora as pesquisas serão mais seletivas.  

‘BELEZA’:   Pelo IBGE, aqui no Mato Grosso do Sul, mais de 15% dos nossos jovens (entre 15 a 29 anos) não estudam e nem trabalham. Aliás, já somos o 8º lugar neste gênero no país. Daí pergunta-se: qual o futuro deles? Irão constituir família? Sobreviverão como na velhice? Quem irá trocar suas fraldas?

O PODER:  John Gray, filósofo inglês, defende: “A crença no progresso é uma ilusão. O conhecimento não liberta o homem, apenas aumenta o seu poder, e esse poder pode ser usado tanto para os mais benignos objetivos, quanto aos mais desastrosos. Quando o conceito de progresso é aplicado à ética e a à política, ele é uma ilusão perigosa. “

NA INTERNET: Desabafo de um político veterano: “Não vou mais compactuar com os atos ilícitos de meu partido: corrupção, canalhices, chantagens e manipulação de verbas.  Definitivamente pra mim basta. Tô fora! Amanhã mesmo vou colocar meu mandato a venda. A origem do dinheiro não interessa. Quem der mais, leva”.

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‘INCOERÊNCIA’:  Lula gosta de tentar se meter como mediador em conflitos. Foi assim em Gaza, Ucrânia e agora na Venezuela. ‘Curiosamente’, como fiador do regime do país vizinho, ele não ousa tocar na questão dos cidadãos (mais de mil) presos políticos a mando de seu amigo Maduro.  Ambos parecidos, falam muito. 

DE LEVE: Os políticos deviam aproveitar o período de recesso para uma reflexão comportamental. Esquecem – o poder é efêmero! Vaidosos, não aceitam críticas e só esperam elogios da mídia. Deveriam lançar um olhar para alguns ex-poderosos de conduta parecida e que hoje são apenas anônimos de uma constelação sem brilho. 

FACISMO: O emprego deste termo exige critérios. Mas a esquerda, por exemplo, banalizou seu uso passando a tratar a oposição de fascista. Ora! O fascismo, sob a forma de nacionalismo, prega o controle total do Estado sobre a vida social, econômica e política do cidadão. Foi assim na Itália, Espanha, Portugal e Alemanha.  

 

PILULAS DIGITAIS:

“O comunismo é uma espécie de alfaiate que quando a roupa não fica boa faz alterações no cliente”. ( Millôr)

“A felicidade bate na porta. Mas ela não gira a maçaneta. Faça isso”. (Clarice Lispector)

“O caminho se faz caminhando.  !Antonio Machado – poeta espanhol.

 “Nada muda com o novo salário mínimo. Nem o ronco da barriga” (internet)

“A única garantia do mundo online é que nunca faltará solidão pra ninguém.” (Mattus)

“Às vezes ouço passar o vento – e só de ouvir, vale a pena ter nascido.” (Fernando Pessoa)

“Tenho o privilégio de não saber quase tudo. E isso explica o resto. ” (Manoel de Barros)

“A gente não quer só comida. Quer também que o garçom pare de errar na conta.” (Fraga)

“O que enriquece o homem não é a experiência. É a observação. ” ( facebook)

“Uma boa cidade não é aquela em que até os pobres andam de carro, mas aquela em que até os ricos usam o transporte público. ” (Enrique Landolfo – prefeito de Bogotá)

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OPOSIÇÃO ENSAIA O DISCURSO DE CAMPANHA

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OPINIÃO:  Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.

DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)

CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.

QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.

É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.

‘CALMA’:  Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol.  A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.

NA LISTA:  Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja –  cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.

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GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.

‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.

APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.

APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.

APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.

ELES VEM AÍ:  O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?

‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos.  O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.

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EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.

ALERTA:  A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.

O RIO FEDE!  Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.

PILULAS DIGITAIS:

 “Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)

A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?

“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)

“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)

“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)

 “Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)

“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)

“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.

“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)

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