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Políticas públicas do Governo de MS para avicultura renovam setor e melhoram renda para os produtores
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Os benefícios das políticas públicas implementadas pelo Governo do Estado para alavancar a avicultura, como os incentivos de redução de ICMS de energia, remuneração pela produtividade e a oferta de crédito por parte do FCO para financiar o desenvolvimento da atividade, foram apresentados sexta-feira (16) pelo secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico, da Semadesc, Rogério Beretta. Ele foi um dos palestrantes do 4º Fórum da Avimasul, realizado durante a 59ª Expoagro em Dourados.
Produtores, especialistas e lideranças políticas se reuniram para discutir o futuro da avicultura em Mato Grosso do Sul, em meio a um cenário de crescimento e também de atenção redobrada com surgimento de um foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul. A organização foi da Associação dos Avicultores do Estado, presidida por Franciele Corneli.
Na primeira palestra, Beretta destacou as políticas públicas do Governo do Estado. “Falamos sobre a questão do incentivo da redução do ICMS de energia para os avicultores. Colocamos também a questão da liberação de recursos do FCO, que só no ano passado liberou quase R$ 300 milhões para investimentos na atividade”, salientou.
O secretário falou ainda sobre o Plano Estadual de Desenvolvimento da Avicultura (Proaves) , o programa de incentivos do Governo que é um sucesso. “Essa política pública tem dado muito certo que é o programa de incentivo financeiro Frango Vida colocando a questão da abrangência do programa”, frisou.
Ele enfatizou que hoje são 270 produtores que estão acessando o benefício do Frango Vida no ano de 2024 foram 64 milhões distribuídos. “Os produtores têm atendido às exigências do programa. Quase 80% dos produtores já estão quase no nível máximo do atendimento de requisitos e seguimos em constante contato com os produtores através da Avimasul para poder continuar elaborando políticas públicas que venham atender a cadeia produtiva”, pontuou.
A nova regra do FCO implementada essa semana, que prevê que nenhum financiamento do FCO para a integrados de empresas do setor de suínos aves e peixes, poderá ser dado sem que o documento contratual da empresa integradora seja analisado e aprovado pela CADEC, também foi abordada pelo secretário-executivo.
“O CADEC é o órgão que faz as análises da viabilidade técnica do contrato integrador e integrado. Então essa é uma novidade aqui do Mato Grosso do Sul já está valendo e foi bastante e essa medida foi bastante aplaudida pelos avicultores”, sinalizou.
Oportunidades
As oportunidades e o momento que Mato Grosso do Sul está vivenciando com excelentes índices, também foram apresentados em uma segunda palestra comandada por Beretta, representando o secretário de Estado Jaime Verruck.
“Apresentamos os dados que o Mato Grosso do Sul vem tendo em relação a investimento privado, em relação a nível de capital humano, a redução de de taxa de extrema pobreza e aí mostramos também a sustentabilidade do agro sul-mato-grossense, os índices de crescimento das áreas de agricultura e pecuária”, declarou.
Beretta lembrou que este crescimento se deu basicamente em cima da substituição de área de pastagem. “Então nosso meio ambiente está muito bem mantido. Muito bem é preservado. Hoje temos 38% de vegetação nativa no Estado. Tanto que a lógica hoje é de recompensar quem preserva o meio ambiente através de pagamento de serviços ambientais, até mesmo dos programas de incentivo financeiro”, concluiu.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fotos: João Castro/Famasul e Rômulo Gouveia
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Cidadania sem barreiras: Posto do Pátio Central vira referência nacional no atendimento a autistas
Emissão de documento parece burocracia, mas para uma pessoa com autismo e sua família, o ambiente de um posto de identificação pode ser um campo de batalha sensorial: luzes fortes, barulho, filas e o toque da biometria. No coração de Campo Grande, o Governo de MS decidiu mudar essa regra.
O posto do Pátio Central, que lidera o volume de emissões no Estado (com mais de 134 mil documentos expedidos), celebra o sucesso da sala “Posto Amigo do Autista”. O resultado? Quase 20% de todas as Carteiras de Identidade Nacional (CIN) com símbolo de TEA em Mato Grosso do Sul saíram de lá.
Inclusão que vai além da placa na porta
O projeto não foi apenas “colocar um adesivo”. Com um investimento de R$ 82 mil via Sejusp, a estrutura foi desenhada para o que realmente importa:
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Conforto Sensorial: Isolamento acústico e iluminação reduzida para evitar crises.
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Previsibilidade: Recursos táteis e ambiente controlado para que o atendimento flua sem ansiedade.
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Capacitação Humana: Servidores treinados para entender as particularidades do espectro, garantindo que a coleta da biometria seja concluída com sucesso.
O fim das remarcações
Antes da sala adaptada, era comum que atendimentos para pessoas com TEA precisassem ser remarcados ou feitos em domicílio devido ao estresse do ambiente. Hoje, essas situações tornaram-se exceção.
“A emissão de um documento representa pertencimento e acesso a direitos. Quando o Estado adapta o serviço à realidade do cidadão, ele está garantindo o exercício pleno da cidadania”, destaca a gestão da Polícia Científica.
MS na vanguarda da Identificação
Com mais de 13 mil documentos emitidos em MS com algum tipo de identificação de deficiência, o TEA lidera as solicitações. O modelo do Pátio Central prova que eficiência (500 atendimentos/dia) pode — e deve — caminhar junto com a humanização.

