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Governo no Bairro: MS Cidadão transforma o Jardim Noroeste com serviços e rede de proteção à mulher

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Mais que emissão de documentos, mutirão no bairro da Capital consolida o combate à violência doméstica como ação permanente do programa.

No último sábado (28), a estrutura do Estado mudou de endereço e desembarcou no Jardim Noroeste, em Campo Grande. O programa MS Cidadão levou uma verdadeira “central de soluções” para milhares de moradores, facilitando o acesso a serviços que, na correria do dia a dia, muitas vezes ficam distantes de quem mais precisa.

A grande novidade desta edição foi o anúncio de que as ações de orientação e combate à violência contra a mulher — com o apoio das polícias Civil e Militar — agora são fixas. O que começou como uma campanha temática de março, agora será levado a todas as cidades por onde o programa passar.

O Estado na porta de casa

O secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, reforçou que a missão é desburocratizar a vida do sul-mato-grossense. “Sabemos que muitos trabalham ou moram longe dos centros de atendimento. A ideia é levar toda essa atenção para perto deles”, explicou.

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Os destaques do mutirão:

  • Emprego e Renda: Intermediação de vagas pela Funtrab.

  • Documentação: Emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).

  • Moradia: Cadastros e orientações habitacionais.

  • Rede de Proteção: Acolhimento e denúncia para mulheres vítimas de violência doméstica.

Parceria que transforma

A primeira-dama, Mônica Riedel, acompanhou de perto os atendimentos e celebrou o foco na proteção feminina: “Fiquei satisfeita em ver esse acolhimento fundamental ganhando espaço”.

O evento contou ainda com a força da UEMS (Universidade Estadual de MS), que reforça seu papel social levando conhecimento e extensão para fora dos muros acadêmicos. De Aquidauana para a Capital, e agora seguindo para o interior, o MS Cidadão prova que a cidadania se faz com presença e escuta ativa.

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Ciência com alma: MS humaniza perícia para proteger mulheres e garantir punição de agressores

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De “Salas Lilás” no interior ao sucesso do IMOL na Casa da Mulher Brasileira, Estado investe em tecnologia e acolhimento para que a prova técnica não signifique dor para a vítima.

Muitas vezes, a justiça começa onde os olhos não alcançam: no detalhe de uma mensagem apagada, em um vestígio de DNA ou na análise precisa de um médico-legista. Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Científica elevou o patamar da produção de provas, provando que é possível ser tecnicamente impecável e, ao mesmo tempo, profundamente humano.

O foco é claro: combater o feminicídio e a violência doméstica com rigor científico, mas garantindo que a mulher não precise percorrer uma “via-crúcis” para ter seus direitos assegurados.

O fim da “peregrinação”: Tudo no mesmo lugar

Um dos maiores avanços do estado é a integração. Em Campo Grande, a seção do IMOL dentro da Casa da Mulher Brasileira completou três anos com números que impressionam. Em 2025, foram mais de 1.500 atendimentos realizados no mesmo espaço onde a mulher recebe apoio jurídico e psicológico.

O resultado? Menos deslocamento, menos burocracia e um atendimento muito mais rápido entre o fato e a coleta da prova.

Interiorização do Acolhimento: Salas Lilás e Projeto Acalento

A estratégia de humanização não fica restrita à capital:

  • Dourados: O Projeto Acalento (parceria com a UFGD) une saúde e perícia em um único fluxo.

  • Amambai: A nova Sala Lilás oferece um ambiente reservado e acolhedor, reduzindo o impacto psicológico antes do exame.

  • Bataguassu: Unidade já passa por adequações para receber estrutura semelhante.

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“Nosso trabalho não é só o laudo”

O coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino Junior, resume a nova mentalidade da segurança pública de MS: “Exigimos preparo técnico, mas também sensibilidade. Isso garante a qualidade da prova e evita a revitimização”.

Além da infraestrutura, o Governo investe na capacitação contínua dos servidores do IMOL em todo o estado, preparando-os para lidar com as nuances dos casos de violência de gênero, onde muitas vezes o silêncio da vítima é preenchido pela voz da ciência

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